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"As Bruxas de Campo Grande"
O livro "As Bruxas de Campo Grande", do escritor Jair Buchara Justiniano, mostra o pantanal de Mato Grosso do Sul e as ruas da capital em aventuras de mistérios sobrenaturais.
Com contos construídos sobre fatos cotidianos do folclore daquelas cidades ditas do “interior”, o livro mostra histórias de um mundo em que crianças vão para a cama acreditando em seres como curupiras, sacis, pés de garrafa, lobisomens e em uma coisa chamada “família”.
Buchara é natural de Campo Grande e descende de família libanesa. Ele é consultor da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e colaborador de jornais. Sobre seu ofício como escritor, Buchara revela que “nas poucas horas vagas que tinha como estudante e desportista, preferia passá-las em companhia de um bom livro”.
O autor do livro, quando era universitário, escrevia – para vários jornais e panfletos engajados – poesias e textos de cunho político, distribuídos por diversos centros acadêmicos da América Latina.
“É como se pela força da palavra Campo Grande fosse renascendo nos quadros familiares, que a tornam mais viva, porque tecida com os fios do imaginário e recriada pela linguagem”, prefaciou Maria da Glória Sá Rosa, escritora, membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.
Bruno Chaves
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"O Lobisomem do Pantanal"
Coletânea de contos sul-mato-grossenses. O leitor vai ficar preso aos ‘causos’ que aconteceram pelos bairros da então “capital econômica de Mato Grosso”, em Campo Grande, cidade que anos mais tarde (em 1977) viria a se tornar a capital do novo estado de Mato Grosso do Sul.
Os contos ao avançarem no tempo vão construindo um mundo surreal em que o místico e o sobrenatural tomam posse do imaginário popular chegando até aos vagões do saudoso “TREM DO PANTANAL” nos idos de 60.
A construção de cada conto constitui um imenso arquivo narrativo de mitos e lendas que se misturam com a história da própria Cidade Morena sendo construída ao longo dos trilhos da extinta Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.
O autor consegue de uma maneira simples e sem perder a originalidade, contar um pouco dos costumes e tradições regionais. São histórias emocionantes como a de Maria Bolacha, trágicas como a do ônibus noturno do Tarumã, outras curiosas, divertidas, intrigantes como a do homem que enganou a morte, mas sempre interessantes.
A agilidade com as palavras e com o desfilar sequencial de lobisomens, vampiros e mitos urbanos - amarrando harmonicamente o conjunto - tornam impossível parar de ler. Cotidianos, lugares, personagens... expressões máximas de uma época em que o povo ainda não era escravo da televisão e as crianças iam para a cama temerosas do sobrenatural, mas crentes que, se orassem antes de pegarem no sono, ficariam livres de todos os males.
Enfim, é sim uma boa e recomendável leitura!
bucharadopantanal.blogspot.com