Quando Leandro Gomes me convidou para adaptar seus estudos sobre alienação parental para compor seu primeiro livro, deparei-me com um mundo intrigante. O tema não poderia ser mais rico, pois reúne experiências e conceitos tipificados pela Psicologia, pelo Direito, pela Pedagogia e pelo Serviço Social. Trata-se, portanto de um tema humanístico.
Nenhuma separação conjugal é fácil: abrir mão de uma vida pretérita, segregar memórias, apartar momentos, dividir bens, explicar tudo isso aos filhos é sempre algo triste e complexo, ainda mais se houver questões mal resolvidas, palavras não ditas, rancores ou mágoas.
Quando um conjugue impede o ex de visitar ou acompanhar o desenvolvimento de um filho, é visível a ocorrência de duas mortes: a do genitor idealizado e a do genitor real. O filho não é capaz de desenvolver ideias próprias a respeito do alienado e pode ficar vulnerável às versões unilaterais e controversas ditadas por aquele que possui sua guarda.
Leandro aborda teorias que defendem e que rechaçam a existência da chamada Síndrome da Alienação Parental (SAP) com muita elegância e convida os leitores ao debate sem tomar partido; busca enumerar as consequências desse fenômeno tão triste – principalmente paras as crianças – e esclarecer pontos obscuros sobre o tema através de opiniões de especialistas e apresentação de relatos de histórias reais.
Assistente social de carreira, político interessado e movido pela boa-fé pública, autor de diversos projetos de assistência social, Leandro Gomes é um defensor da saúde mental e da bem-aventurança. É, portanto, bem vindo à seara da literatura e ao grupo daqueles que franquiaram seus nomes na construção de um mundo melhor.
João Pedro Roriz