No presente título ocupamo-nos das correntes estéticas portuguesas do século XX. Posteriormente ao Simbolismo e ao Saudosismo, coube à geração da revista Orpheu (1915-1916), com Fernando Pessoa, inaugurar a nova idade estética, inspirada nos vários "ismos" de vanguarda europeus. Venerando os poetas órficos como autênticos mestres, o movimento da revista Presença (1927-1940) leva adiante a revolução em marcha. De pronto, o subjectivismo dessa geração dá margem a uma contracorrente, Neo-Realismo ou Novo Humanismo, que defende o realismo socialista e que se manterá actuante durante as décadas seguintes, praticamente até ao momento em que as suas teses, vitoriosas com a queda do Estado Novo, não mais precisassem objectivar-se em obras literárias. Na mesma década em que o Neo-Realismo se define, irrompe uma nova tendência, o Surrealismo, com Mário Cesariny. Seguidamente, surgem os grupos das revistas Poesia 61 e Poesia Experimental. Com a Revolução de 25 de Abril de 1974, a produção literária pôde então "explodir" em Portugal.
As Estéticas Literárias em Portugal (Estudos de Literatura Portuguesa #III) - Século XX
Massaud Moisés
Caminho
2003
508 páginas
16h 56m
ISBN-13: 9789722115162
Português
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