Eu demorei um bom tempo para começar a ler por não ter tradução para português (seria ótimo se tivesse...) e me arrependo muito de ter adiado tanto essa leitura. Traci Chee escreveu uma história perfeita mesclando realidade e ficção, contando pela perspectiva de 14 jovens Nisei (segunda geração), o que enfrentaram durante a Segunda Guerra Mundial e todo o preconceito que fez com que fossem expulsos de suas casas e fossem encaminhados para campos de encarceramento, além de serem constantemente insultados. Mostra as condições desumanas pelas quais muitos tiveram que passar e o descaso com o qual eram tratados.
Eu me apeguei e me conectei demais com todos os personagens daquele grupo (não sei nem qual é meu favorito) e por cada capítulo mostra a perspectiva de cada um, mostra também a vida, os sonhos, pensamentos, tristezas, alegrias, hobbies e tudo mais que faz deles seres humanos, o que me deixou muito feliz por pegar nessa parte da individualidade de cada um já que as pessoas sempre generalizam e impõem estereótipos aos japoneses, na verdade, a todos os asiáticos e descendentes. São histórias bem diferentes, que fazem um equilíbrio com coisas mais pesadas e mais leves, mas todas estão conectadas.
Bom, essa foi definitivamente uma das minhas leituras favoritas com um ótimo enredo e narrativa bem fluída. Sugiro que quem vá ler e seja emocionada como eu, se prepare para o final. E que leia as anotações da autora no final ao terminar de ler, são bem importantes pra entender melhor o livro em si.