A Última Rajada -

    Peter Henn

    Flamboyant
    1966
    236 páginas
    7h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Peter Henn, piloto de Messerschmitt 109, foi um autêntico herói, um extraordinário combatente. No Entanto, foi soldado apenas porque sua pátria estava em guerra. Nascido em 1920, só em 1943 foi lançado à fornalha da guerra, numa época em que a Alemanha, que ainda se julgava vitoriosa, começa a experimentar reveses em todas as frentes. É um piloto admirável, dono de numerosas vitórias, mas também de um espírito rebelde: nos seus relatórios seus chefes o acusam de "pensar". É enviado para a Itália, fazem-no voltar para a Alemanha, tornam a mandá-lo para a Itália, fica uma temporada nos hospitais romenos, participa da arremetida contra a segunda frente e termina na Checoslováquia, entre os russos. Perseguido pela derrota onde quer que se encontre, vai de desastre em desastre, é abatido, salta de pára-quedas, acorda perto de uma sala de operações, volta para junto de seus companheiros, até que um novo desastre por terra, entre jatos de chamas e o ribombar do trovão. Peter Henn chegou mutilado ao fim da guerra. Com duas pernas de menos. Foi o preço que pagou para escrever seu livro.

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    Bruno Schädell08/07/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Se for para aconselhar um bom livro de aviação, diria este. Muitos falam dos livros do Pierre Closterman ("O Grande Circo", "Fogo no Céu" e "Episódios da Guerra Aérea na Argélia"), apesar de ainda não ter lido, o que farei brevemente aconselho ainda Peter Henn porque ele mostra de forma irônica e divertida a sua visão - de um rapaz - vendo toda a guerra rondar a sua volta. Mostra a determinação e a coragem. Sua narrativa se desenvolve em um clima de amizade entre os pilotos, e comandante bem como sua indignação diante da parte burocrática da guerra. Ele mostra como as quedas e a importância de sobreviver, é mais emocionante em um avião abatido do que um "simples" vôo ofensivo ou para reconhecimento. Na sua visão sobre a guerra é imprescindível reparar que ele faz toda sua narrativa de forma neutra, mostrando que ele estava ali para cumprir com suas obrigações mesmo com gritante diferença de suprimentos entre os alemães e os americanos. E ainda mostrando um outro lado muitas vezes pouco publicado dos alemães na segunda guerra. Alemães que estavam ali enfronhados mas com a intenção de simplesmente salvar a sua pele e terminar o dia com todas as suas tarefas cumpridas.

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