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    Bom entretenimento - Uma desconstrução da história da paixão ocidental

    Han B.C., Byung-Chul Han

    Editora Vozes
    2019
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-10: 8532660460
    Português Brasileiro
    3.9
    73 avaliações
    Leram103Lendo18Querem283Relendo0Abandonos5Resenhas8
    Favoritos2Desejados283Avaliaram73

    As fronteiras entre “realidade real” e “realidade ficcional”, que marcam o entretenimento, tornam-se cada vez mais fluidas. O entretenimento já abrangeu há muito tempo também a “realidade real”. Ele transforma agora o sistema social como um todo, sem marcar propriamente, porém, a sua presença. Assim, parece se estabelecer um hipersistema, que é coextensivo com o mundo. O código binário entretém/não entretém, que está no seu fundamento, deve decidir o que é passível de pertencer ao mundo e o que não é, ou seja, o que é em geral. O entretenimento se eleva a um novo paradigma, a uma nova fórmula de mundo e de ser. Para ser, para pertencer ao mundo, é preciso ser algo que entretém. Apenas aquilo que entretém é real ou efetivo. Não é mais relevante a distinção entre mundo fictício e mundo real, à qual o conceito de entretenimento de Luhmann ainda se aferra. A própria realidade parece ser um efeito do entretenimento.

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    Reginaldo Aparecido de Freitas picture
    Reginaldo Aparecido de Freitas02/11/2020Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    BOM ENTRETENIMENTO: UMA DESCONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA DA PAIXÃO OCIDENTAL (Gute unterhaltung: eine dekonstruktion der abendländischen passionsgeschichte, 2018), de Byung-Chul Han; tradução Lucas Machado. Dos livros do filósofo pop da atualidade, este foi o que me demandou mais tempo de leitura. É também o trabalho mais extenso dele lido até agora, embora a demora na leitura se deva mais à complexidade da exposição do que pela quantidade de páginas em si. Se os outros títulos (NO ENXAME, SOCIEDADE DA TRANSPARÊNCIA e SOCIEDADE DO CANSAÇO) eram marcados pela concisão e iam direto ao assunto, neste Byung-Chul Han traça todo um histórico do desenvolvimento dos conceitos do que é arte e do que é entretenimento ao longo do tempo. Essa oposição em realidade não é nova, e sempre esteve em evidência nas discussões sobre o assunto. Assim, o autor fica constantemente distinguindo o que era visto como arte séria e aquela vista somente pelo viés do entretenimento, o gosto do grande público em contraste com a avaliação da crítica profissional. Confesso que achei isso bem tedioso, pelo excesso de repetição, sem muita variação, desses conceitos. Muito talvez porque boa parte dos exemplos utilizados pelo sul-coreano vieram da música clássica, assunto que não é muito do meu domínio. Se a discussão também adentrasse e abordasse outras manifestações artísticas talvez o interesse e o aproveitamento da leitura fosse maior. Leitura do mês de outubro para o Desafio Livros & Sabores: Coreia do Sul.

    5 curtidas

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    Avaliações

    3.9 / 73
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%
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    Byung-Chul Han

    Byung-Chul Han é um filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade de Artes de Berlim. Ele estudou Filosofia na Universidade de Friburgo e Literatura Alemã e Teologia na Universidade de Munique. Em 1994, doutorou-se em Friburgo com uma tese sobre Martin Heidegger.

    81 Livros
    269 Seguidores

    Byung-Chul Han