Uma Leitura e Tanto
Uma das particularidades do aconselhamento bíblico é que ele se propõe a abordar questões que outros campos do conhecimento que se propõem a entender o comportamento humano tendem a negligenciar. E uma dessas questões gira em torno dos julgamento. Gostemos ou não, a verdade é que julgamentos fazem parte de nossa existência. Contudo, existe um tipo de julgamento que deve ser evitado: o julgamento precipitado, no qual o julgador chega a conclusões negativas, apressadas e infundadas sobre o caráter de alguém. E, verdade seja dita, esse é o julgamento que mais cometemos. Geralmente usamos as ações como métrica para julgar os outros enquanto usamos a visão mais otimista de nossas intenções como métrica na hora da autoanálise. E é sobre isto que este livro irá tratar. Em "Julgamentos - Precipitados ou Justos?", Lou Priolo convida o leitor a refletir sobre os seus julgamentos. Após desconsiderar os julgamentos necessários, Priolo mostra que erramos quando atribuímos motivações más a alguém, ao julgar com base em evidências insuficientes, suspeitas e boatos infundados, erramos quando julgamos em situações onde nos falta a autoridade divinamente outorgada ou quando desconsideramos nossas próprias motivações pecaminosas e acima de tudo, erramos quando julgamos o outro tendo nós mesmos como métrica. É inevitável que, ao lermos as páginas deste trabalho, seremos conduzidos a uma retrospectiva sobre nossos julgamentos - e, de certa forma, este é o objetivo deste livro. A edição da Nutra é fantástica: esse é mais um livro da coleção "Recursos Para um Viver Piedoso", que se propõe a dialogar com aconselhandos e conselheiros de forma clara e sucinta, com um texto bem acessível e exercícios em anexo que ajudam a sintetizar os pontos apresentados e conduzir o leitor a uma melhora. Em resumo, a leitura desse livro é uma experiência necessária. É uma pedrada e tanto.



