Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas5
    • Leitores295
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Melhores Contos de José J. Veiga -

    José J. Veiga

    Melhoramentos
    2000
    171 páginas
    5h 42m
    ISBN-10: 8526002287
    Português Brasileiro
    3.8
    106 avaliações
    Leram194Lendo17Querem80Relendo0Abandonos4Resenhas5
    Favoritos3Desejados80Avaliaram106

    José J. Veiga investiga a condição humana, na qual a solidariedade sofre com a perversidade e a indiferença ou com os preconceitos e o egoísmo e até mesmo com a passividade. Habilmente consegue dar a sua narrativa uma dimensão machadiana, desde a estrutura, linguagem, análise de reações, reflexão critica explicita e explicita até o desenvolvimento da impiedade humana, ao mesmo tempo em que acentua um tanto caricaturescamente o distanciamento entre ilusão e realidade prática.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (5)Ver mais
    Fabrício Rodrigues picture
    Fabrício Rodrigues17/02/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Gostei da seleção

    Os Melhores Contos de José J. Veiga retratam certas constantes no universo literário do autor. Uma delas é a passividade perante os acontecimentos absurdos da realidade brasileira, a aceitação e adaptação ao mais estranho e inexplicável dos acontecimentos em vez de analisá-los e explicá-los. Como diz o próprio: “Por que achamos normal? Porque fizemos concessões ao longo da vida, nos contentamos com menos em nosso trabalho de decifrar o mundo. A atividade que o ser humano menos gosta de exercer é pensar. Logo que ele se assenhoreia de uma pontinha mínima de qualquer conhecimento, já se dá por satisfeito.”[1] Alguns dos contos escolhidos J. Aderaldo Castello mostram esse aspecto, como “A usina atrás do morro”, “O galo impertinente” e “A máquina extraviada”. Normalmente, muitos pesquisadores associam as histórias de Veiga com o período militar, elemento que ele mesmo não nega, porém esta análise fica apenas na ponta do Iceberg. Veiga sempre procurou o que era mais profundo na realidade brasileira, indo além dos períodos de ditadura que viveu. E ele explora bem a resignação, esta recusa em pensar, que sempre esteve presente na cultura brasileira, indo muito além dos anos de chumbo. Aceitamos o inaceitável todos os dias. O conto ‘A usina atrás do morro’ poderia ser reescrito substituindo a usina por facções criminosas nas capitais, por exemplo. Mas tem outro aspecto na obra de José J. Veiga: os contos de menino. A maioria se passa na roça, numa cidadezinha do interior. São contos narrados por um menino, mistura de fantasia de criança perante a vida, onde surge a realidade na sua faceta mais implacável: a morte. Seja a morte da mãe, como em ‘Roupa do Coradouro’, ou a morte de Josias no incrível ‘Tarde de Sábado, manhã de domingo’. Esse mundo rural de José J. Veiga, tão comum para mim, no jeito de falar dos personagens, no comportamento diário me é difícil de analisar. Essa curta distância entre o texto e minha vida pessoal atrapalha o pensamento, então acho melhor ficar por aqui mesmo. Desejo a todos uma boa leitura.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 106
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas3%
    José Jacinto Pereira Veiga profile picture

    José Jacinto Pereira Veiga

    José J. Veiga nasceu em Corumbá de Goiás, em 1915. Transferiu-se para o Rio de Janeiro depois que terminou os estudos secundários, onde se formou em Direito, em 1941. Como jornalista trabalhou em O Globo, na Tribuna da Imprensa e na BBC, em Londres. Foi também tradutor e redator da Reader's Digest e coordenou o Departamento Editorial da Fundação Getúlio Vargas. Estreou como ficcionista em 1959, com Os cavalinhos de Platiplanto, livro que recebeu vários prêmios (Menção Honrosa da Comissão Julgadora do Prêmio Monteiro Lobato e Prêmio Fábio Prado). Com o livro Sombras de reis barbudos, em 1973, recebeu o prêmio Menção Honrosa pelo Concurso Nacional de Literatura. Ganhou o Jabuti com as obras De jogos e festas, Aquele mundo de vasabarros e O risonho cavalo do príncipe. Em 1997, recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Faleceu aos 84 anos de idade, em setembro de 1999. Fonte: foto e biografia: http://www.globaleditora.com.br

    51 Livros
    45 Seguidores
    Goiás, Brasil

    José Jacinto Pereira Veiga