Falar Verdade a Mentir -

    Almeida Garrett

    Porto Editora
    2016
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-13: 9789720049582
    Português

    Comédia escrita por Almeida Garrett em 1845 e publicada em 1846, oferece como ambiente a cidade de Lisboa em pleno século XIX, onde se digladiam os interesses de duas famílias burguesas e seus criados. Num jogo entre amores e ambições, onde a mentira tropeça na verdade, o refinado sentido de humor do reconhecido autor português abre caminho à reflexão crítica sobre a sociedade da época. Peça teatral muito divertida, é constituída apenas por um ato, formado por dezassete cenas, e a sua temática reveste-se de uma enorme atualidade.

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    Marcyah Pereira01/05/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha "Falar a verdade a mentir" - Almeida Garrett

    Um pouco sobre o autor José Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett foi um importante poeta e romancista português do século XIX. É considerado um dos mais importantes escritores do romantismo português. Nasceu na cidade do Porto (Portugal) em 1799 e morreu em 1854, na cidade de Lisboa. Seus romances possuíam um forte caráter dramático. Participou também da política, escrevendo sobre este tema. Produziu textos históricos, críticos e diplomáticos. Possuía um talento flexível para escrever, imprimindo em suas obras uma notável individualidade, elegância e originalidade. Embora tenha se dedicado a vários gêneros literários, foi na poesia e no teatro que mais ganhou destaque. Suas obras “Camões” e “Frei Luis de Sousa” ganharam grande importância no mundo literário. Até os dias atuais é um dos escritores, do século XIX, mais lidos em Portugal. Influenciou as gerações futuras da literatura portuguesa. Autor de diversas peças teatrais portuguesas, como a em questão: Falar a verdade a mentir. Resenha A peça trata-se da lição aprendida por Duarte. O protagonista tem o hábito desabrido de mentir; essas mentiras saem de sua boca tão rápido quanto seus batimentos cardíacos. A trama toda se complica quando seu sogro, Brás Ferreira, resolve pegá-lo na mentira, a menor que seja. Se isso ocorrer o casamento entre Duarte e Amália estará confinado ao fracasso. A moça, querendo casar, começa a bolar uma trama junto à Joaquina, sua criada, e José Felix, criado de Duarte (nesse momento ficou confuso, se de fato José Felix era criado de Duarte ou do General, que aparece no final). Consternada pela decisão de seu pai, Amália avisa a Duarte para se emendar e parar de contar mentiras, pois Brás Ferreira já sabe que ele mente que nem sente. A trama se complica mesmo quando Brás pede ao genro que empreste dinheiro. Este disse que havia recebido dinheiro da venda de sua propriedade, trinta contos de réis. O sogro desconfiava da veracidade, por isso pediu empréstimo. Então, para encobrir essa mentira, contou outra. E assim aconteceu sucessivamente. Foi contando engodos atrás engodos ao sogro. Até que encontrou em um beco sem saída. Para evitar que Brás Ferreira fosse com ele a casa do tio de Duarte, o General, inventou que deveria participar de um duelo. Amália e José Felix aperceberam onde isso ia parar e iniciaram a ajuda-lo no enredo. Esse episodio é hilário. Ao final da peça, tudo desmoronou com a visita do tio General. O mais engraçado em tudo isso é que ele se passou por pessoa intima da casa do General sem ao menos tê-lo visto. Isso mesmo ele não reconheceu o próprio tio quando este foi convidado a almoçar em casa do Sr. Brás. Recomendo a leitura. Quase não lemos peças, principalmente as antigas. Não digo que essa seja clássica. Porém faz parte de um arsenal literário muito competente, muito embora desconhecido do público leitor. Pertencente a escola literária portuguesa Romantismo, nos mostra muito sobre os hábitos dessa época. E como podemos aprender com ela.

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