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    Colégio de Freiras -

    Raimundo Carrero, Raimundo Carrero

    Iluminuras
    2019
    118 páginas
    3h 56m
    ISBN-13: 9788573216134
    Português Brasileiro
    3.6
    22 avaliações
    Leram23Lendo0Querem31Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos0Desejados31Avaliaram22

    Esta novela denuncia o tratamento cruel que sofriam — e ainda sofrem — as jovens brasileiras que amam o sexo, e conta a história de Vânia, que é condenada sem julgamento ou processo legal a viver numa Colônia penal do Recife porque perdeu a virgindade sendo então considerada a vergonha da família. A sociedade brasileira sempre foi impiedosa com a mulher. Decretou muito cedo a liberdade absoluta dos homens. Às mulheres sempre reservava a cozinha e sempre, sempre, sempre o trabalho doméstico, destinando o tratamento de puta para aquela que tivesse um mínimo de interesse público. Com a chamada ”revolução do sutiã” já na segunda metade do século XX, teve início, verdadeiramente, a liberação feminina. Sem esquecer, é claro, o surgimento da minissaia, cuja importância social é inesquecível. Timidamente, as meninas mostravam o joelho. O escritor Raimundo Carrero faz, assim, uma forte e definitiva crítica à sociedade pela maneira grosseira como trata a questão da mulher moderna e contemporânea. Mostra, entre outras coisas, que esta sociedade despreza completamente o surgimento de novos valores sociais, considerados decadentes — na expressão usual — por conservadores e antiquados. A novela aponta para o surgimento de uma nova sociedade, regida pelos seus próprios valores, sem desrespeito aos mais antigos, mas iluminando os novos. É nesse sentido que o personagem dr. Vesúvio, o patético e violento pai de Vânia, se movimenta com o seu chapéu-panamá. Símbolo de um autoritarismo estúpido que desaparece e que só ele parece não perceber. Ao lado de Vânia e de Vesúvio, surge o jardineiro Abdon, espécie de anjo da menina e que cuida dela com imenso carinho, substituindo a mãe, inclusive nos banhos. Enfim, uma novela contemporânea, que examina as relações humanas, sem perder, porém, a perspectiva do humor. Assim, Raimundo Carrero enriquece seu painel de grandes personagens femininas que reúne Bernarda Soledade, Esther, Camila, tia Guilhermina e Vânia, que protagoniza esta novela com a sua impetuosidade e poesia, com a cumplicidade de Sylvia Plath, a rebelde escritora norte-americana.

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    Biblioteca Pública Municipal Álvaro Guerra21/09/2022Resenhou um livro
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    Nesta novela por Raimundo Carrero, temos uma forte crítica à sociedade pela pela maneira grosseira como trata a questão da mulher moderna e contemporânea. Mostra, entre outras coisas, que esta sociedade despreza completamente o surgimento de novos valores sociais, considerados decadentes - na expressão usual - por conservadores e antiquados. Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

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    3.6 / 22
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas9%
    Raimundo Carrero profile picture

    Raimundo Carrero

    Raimundo Carrero (Salgueiro, 20 de dezembro de 1947) é um jornalista e escritor brasileiro. Como jornalista, trabalhou no rádio, televisão e jornal Diario de Pernambuco durante 25 anos, tendo exercido vários cargos, como os de crítico literário e editor nacional. Foi assessor de imprensa da Fundação Joaquim Nabuco e da Universidade Federal de Pernambuco. Integrou o Conselho Municipal (Recife) de Cultura durante oito anos e o Movimento de Cultura Popular. Até 1998, foi presidente da Fundação de Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco (Fundarpe). Em 11 de outubro de 2004, foi eleito para a cadeira 3 da Academia Pernambucana de Letras, tomando posse em 20 de janeiro de 2005. Seu livro Somos pedras que se consomem foi incluído entre os dez melhores livros de 1995, escolhi

    33 Livros
    48 Seguidores
    Pernambuco, Brasil

    Raimundo Carrero