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    A língua exilada -

    Imre Kertész

    Companhia das Letras
    2002
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-10: 8535905901
    Português Brasileiro
    4.3
    19 avaliações
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    Nesta coletânea de ensaios - traduzida diretamente do húngaro por Paulo Schiller - o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Imre Kertész, discute o impacto da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto, do qual ele foi um sobrevivente, em toda a cultura do século XX. "Uma escrita que sustenta a vivência frágil do indivíduo contra a arbitrariedade bárbara da história." Foi com essas palavras que a Academia Sueca apresentou a obra de Imre Kertész, ao anunciá-lo vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2002. Entre as narrativas marcantes da segunda metade do século XX figuram os relatos e as reflexões dos sobreviventes dos campos de extermínio nazistas. Como Primo Levi e Paul Célan, Imre Kertész transforma a experiência da deportação em reflexão sobre os valores éticos e morais da nossa sociedade - assim, o testemunho da degradação humana pode enriquecer o conhecimento e criar as bases de uma nova cultura. A língua exilada é uma coleção de ensaios permeados pela ideia de que o Holocausto não é um acontecimento restrito aos nazistas e aos judeus: é uma experiência de cunho universal. Se o filósofo alemão Adorno dizia ser impossível escrever versos após Auschwitz, Kertész afirma que o campo de concentração é um marco zero e que, portanto, nada mais poderia ser escrito sem fazer menção a ele. Segundo o autor, em todas as produções artísticas pós-Segunda Guerra Mundial estão evidentes as marcas da aniquilação dos valores que sustentavam a civilização antes do Holocausto. Passada a euforia inicial da queda do Muro de Berlim, em 1989, renasceram os velhos nacionalismos e, com eles, a sombra do anti-semitismo. O acerto de contas de Kertész jamais poupa o totalitarismo stalinista. Em um estilo marcado pelo humor amargo da Europa Central, Kertész relembra também os intelectuais que escolheram o exílio à vida sob a opressão soviética.

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    Priscila Mendes21/04/2017Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Uma leitura cansativa

    Imre Kertész foi laureado com o Nobel de literatura em 2002, ele nasceu na Hungria e como era judeu foi deportado para Auschewitz aos 15 anos, um sobrevivente do Holocausto. E neste livro, que inclui o discurso do recebimento do Nobel, são reunidos 16 ensaios/conferências que ele deu a respeito de temas interessantes sobre Holocausto, judeus, e sobre outros escritores húngaros também sobreviventes dos campos de concentração, como o grande Sándor Márai. Parecia um livro envolvente, porém não sei se foi a tradução ou se é a própria escrita do autor (não posso afirmar pois só li este livro dele) que torna o livro cansativo e com frases um tanto desconexas. Fiquei desiludida em não conseguir absorver como queria, quem sabe uma outra edição seja melhor...

    2 curtidas

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    4.3 / 19
    • 5 estrelas47%
    • 4 estrelas42%
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    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
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    Imre Kertész

    Filho de judeus, Imre Kertész nasceu em 1929, em Budapeste, e aos quinze anos foi deportado para Auschwitz e depois para Buchenwald e Zeitz, de onde saiu em 1945. De volta à Hungria, trabalhou por alguns anos como jornalista, e em meados da década de 1950 passou a viver de literatura, como tradutor e escritor. <i>O Fiasco</i> (2011) faz parte da trilogia formada por <i>Sem destino</i> (1975) e <i>Kadish, por uma criança não nascida</i> (1990). Recebeu diversos prêmios literários, incluindo o Nobel de Literatura de 2002. De acordo com a Academia Sueca, Kertész se destaca por "uma escrita que sustenta a vivência frágil do indivíduo contra a arbitrariedade bárbara da história."

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    Pest, Hungria

    Imre Kertész