Em meados do século XXI, a jovem estudante Kivrin Engle se prepara para viajar no tempo. Ela pretende fazer um estudo de campo sobre uma das épocas mais sombrias da história da humanidade: a Idade Média. Em um primeiro momento, tudo parece ter corrido bem com a empreitada, e ela finalmente está no século XIV. O que Kivrin não sabe é que o técnico responsável pelo seu salto temporal, de volta para 2054, está terrivelmente doente. Seu retorno pode estar comprometido, e isso pode afetar todos os habitantes do Reino Unido. De 1300 a 2050, Connie Willis faz um trabalho magnífico na construção de personagens complexos, densos e pelos quais é impossível não sentir empatia. O livro do juízo final é ao mesmo tempo uma incrível reconstrução histórica e uma aula sobre o poder da amizade.
O Livro do Juízo Final (Oxford Time Travel #1) -
Connie Willis
Eu já havia lido sobre a doença que matou 1/3 da população europeia da epóca, mas ainda assim não acho que estivesse preparada para o que é mostrado no livro. Acho que a autora fez um trabalho muito bom retratando os sentimentos das pessoas da época… A forma como elas se sentiam abandonadas pelos seus amigos, seus parentes e até mesmo por Deus em certo ponto. Da pra ver que ela fez bastante pesquisa pra escrever o livro e isso por si só já faz a leitura valer a pena. Com certeza não é um livro perfeito... Eu quase morri de tédio nos capítulos onde voltava pro "tempo atual". As situações e até mesmo os diálogos e acontecimentos eram muito repetitivos. Tive impressão que a autora quis criar o enredo de uma forma que nos preocupássemos tanto com o pessoal que estava na era moderna quanto nos preocupávamos com a Kivrin, que estava na era medieval. Não funcionou pra mim. (Mas também não sei dizer se minha "falta de preocupação" com o pessoal da era moderna se deu pelo fato de nós mesmos estarmos passando por uma Pandemia, o sofrimento deles pareceu "pequeno" perto do que estamos passando na vida real e perto do que a Kivrin estava passando durante a Peste Negra). Outro ponto "negativo" foi que não achei a tecnologia descrita no livro tão impressionante (e isso é TOTALMENTE perdoável porque o livro foi escrito em 1991... nem a internet existia 100%. Ela só não teve noção de como a tecnologia poderia evoluir MUITO mais rápido do que ela imaginava — enfim, pelo menos eles tem maquina do tempo né?). Finalizando... É um livro longo, um pouco repetitivo às vezes e com uma história muito boa. As partes narradas pela Kivrin foram maravilhosas de se ler e acho que talvez essas partes sejam um pouco mais que a metade do livro. Poderia facilmente dar 3,5 estrelas, mas o fato de eu ainda estar pensando nos personagens (na experiência da Kivrin especificamente) agora a noite mesmo depois de terminado a leitura hoje de manhã me fez aumentar para 4 estrelas. Fiquei pensando sobre como vai ser a superação da Kivrin voltando ao tempo dela depois de ter presenciado tanta morte e ter saído ilesa. Pesado. Vou deixar aqui uma frase dela em um momento em que ela quase se arrependeu de ter feito o salto no tempo, e mesmo no meio de tanta desgraça, não se arrependeu: “Eu queria saltar e, se não tivesse saltado, eles estariam sozinhos aqui e ninguém jamais ficaria sabendo o quanto estavam assustados e o quanto eram corajosos e insubstituíveis.” Baita historiadora 👏🏼👏🏼
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