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    Superdicas para Viver Bem e Ser Mais Feliz Superdicas para Viver Bem e Ser Mais Feliz -

    Flávio Gikovate

    Saraiva
    2006
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.6
    27 avaliações
    Leram41Lendo2Querem18Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados18Avaliaram27

    Você é feliz? Esta é uma pergunta que fazemos a nós mesmos com certa freqüência e cuja resposta geralmente não nos satisfaz, porque cobramos muito de nós mesmos, desejamos ser bem-sucedidos em todas as áreas da nossa vida, para condizer com as nossas próprias expectativas e com as dos outros, exigindo de nós próprios uma vida plena e feliz que não sabemos onde encontrar, aparentemente só possível nas revistas e propagandas da televisão. "Superdicas para Viver Bem e Ser Mais Feliz" é um guia para ajudá-lo a visualizar esse caminho.

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    Carla Parreira picture
    Carla Parreira20/05/2024Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Superdicas para Viver Bem e Ser Mais Feliz (Flávio Gikovate). Melhores trechos: "...Penso que uma pessoa pode se considerar feliz quando reúne três condições em sua forma de viver. Primeiro, que seja capaz de 'digerir' e elaborar o mais rapidamente possível as inevitáveis dores e frustrações que são próprias de nossa vida aqui na Terra. Segundo, que disponha das condições psicológicas e materiais para se manter o mais longe que conseguir dos desconfortos físicos e emocionais, aprendendo a viver na paz que tanto queremos, mas que muitos de nós sentem como um tédio insuportável — e, por isso, tratam de destruí-la, criando tumultos desnecessários. Terceiro, cuidar de encaminhar sua vida para que os momentos felizes sejam em maior número possível, tanto os de natureza erótica como aqueles, mais frequentes, vinculados às nossas capacidades intelectuais de usufruir as delícias das artes, do conhecimento, do aprendizado e das trocas íntimas entre amigos confiáveis... Nada é mais perigoso do que uma pessoa se encantar emocionalmente por quem não lhe inspire confiança. Amar implica sempre, numa certa medida, ficar na mão do amado. A mágica da confiança é mais lenta e depende muito dos atos e ações do amado. Acontece depois de percebermos que a pessoa não mente, que age com coerência em sucessivas situações, que é previsível em muitos dos seus atos e gestos. Aos poucos se faz confiável. É uma delícia quando isso acontece porque se cria a condição para a plena intimidade, para que os que se amam sejam também os melhores amigos, aqueles que não se sentem julgados nem cobrados, que se sentem aceitos e podem contar com o outro em qualquer contexto: na saúde e na doença, na riqueza e na miséria. A esse tipo de relacionamento completo e pleno entre duas pessoas é que tenho chamado de 'mais que amor', ou simplesmente +amor. É mais que amor porque implica o aconchego amoroso, a amizade e a plena cumplicidade para o gozo dos prazeres eróticos. É uma lástima que ainda seja um tipo de encontro tão raro... Amigos de verdade são os que despertam em nós o prazer da companhia e também a plena e absoluta confiança de que agirão sempre com lealdade... Quando aquele que não atende às exigências absurdas sente culpa, pensa e sente de forma equivocada. Ele está sendo objeto mesmo é de chantagem sentimental: provocar a culpa no outro para que ele satisfaça um desejo ao qual não se tem direito. Ele é vítima de uma pressão indevida. O vilão é o chantagista... Nosso equipamento psíquico foi 'construído' com a finalidade básica de resolver problemas para depois servir ao que hoje chamamos de curtição. Quando acordamos, nosso primeiro pensamento é exatamente aquilo que está mal resolvido: pensamos no dinheiro faltando, na briga com o parceiro amoroso, naquela dor no joelho que não passa. Ninguém acorda pensando como é feliz por ter tantas coisas boas. Parece que fomos moldados mais que tudo para cuidarmos de nós e da nossa sobrevivência. Nos momentos de descanso ou naqueles raros períodos em que tudo vai bem, temos a oportunidade de vivenciar uma diminuição da atividade mental. Aí é preciso cautela, pois muitas vezes passamos a ter pensamentos negativos, pessimistas, destrutivos... A vida em sociedade só progride graças aos que questionam os pontos de vista estabelecidos... A insegurança relacionada com a incerteza da nossa condição deriva do fato de que, a qualquer momento e por eventos que não controlamos, nosso destino pode se alterar completamente. Não penso apenas nos acontecimentos negativos: uma pessoa pode ganhar na loteria e aí sua vida será outra! Ao aceitarmos a incerteza, não estamos nos condenando a um estado depressivo ou de constante expectativa negativa. O incerto significa, no sentido literal, que nada está certo: podemos perder o que temos e podemos ganhar o que não temos. Aí reside a graça e o fascínio da vida, pois todos os dias podemos acordar com a sensação de estarmos indo a um cassino onde tudo pode acontecer. Podemos adoecer, é verdade, mas também podemos conseguir realizar nossos sonhos sentimentais. A incerteza é inimiga do tédio... As drogas geram em nós sensações de superioridade, e isso faz bem à vaidade, dando-nos, por instantes, o prazer que tanto apreciamos. Este prazer — o de se sentir 'por cima' — é o que mais determina a dependência psicológica, a que mais vicia. Viciam as drogas e também o consumismo, o sucesso nas conquistas eróticas sucessivas, o sucesso profissional que leva a pessoa a só querer trabalhar, assim como as conquistas intelectuais ou esportivas... Tendemos a estragar uma parte do conquistado. Por exemplo, se o encantamento amoroso é a causa do medo da felicidade, buscamos defeitos no amado ou armamos uma briga. Pronto. A felicidade já não está mais completa e o medo diminui. Não é uma boa ideia resolver o medo estragando o que está ótimo. Nossas tendências autodestrutivas se originam daí. O mais importante é compreendermos que o processo é interno e não tem que ver com os perigos derivados da ira dos deuses nem com a inveja dos conhecidos — ela existe e talvez intensifique mais o medo. Parece que tememos a repetição do que um dia nos aconteceu: estávamos no paraíso, no útero onde fomos formados. Este é o primeiro registro em nosso cérebro. O segundo? A expulsão do paraíso, o dramático e doloroso nascimento. Parece que sempre que voltamos ao paraíso, tememos uma nova expulsão; é um reflexo condicionado..."

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    Flávio Gikovate

    Foi um psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor brasileiro. Apresentou por muitos anos o programa "No Divã do Gikovate", na rádio CBN, e escrevia regularente para os principais periódicos do país. Em 43 anos de carreira, teve 25 livros publicados que venderam quase 1 milhão de exemplares e atendeu clinicamente mais de 8 mil pacientes.

    25 Livros
    63 Seguidores

    Flávio Gikovate