Quantas armaguras guardamos ao longo da nossa vida? Quantos traumas não superados não cultivamos? Quantas feridas mal saradas não mantemos em nossas vidas?
Todos nós, ao longo dos nossos dias, vamos sendo bombardeados e atacados, cada vez mais. Isso já nos é comum. O que importa mesmo é como reagimos a tudo isso?
Essa história realmente me tocou, não somente pela forma poética em que foi escrita, mas pelas personagens que parecem tão similares em suas perdas e, ao mesmo tempo, tão diferentes em suas formas de reagir.
Ao longo desse livro, nos simpatizamos com a dor e a perda da personagem principal, a qual sequer sabemos seu nome. Mas não é necessário. Somente por suas perdas conseguimos nos conectar à ela. Afinal, todos nós temos nossas cicatrizes?
Eu adorei a forma como a autora montou toda a estrutura de uma forma quase teatral, dramática demais. Mas sem qualquer exagero. Me apaixonei pelas personagens e pelas reflexões que elas evocavam em mim.
E o final... ah o final! Esse foi de nos deixar sem palavras. Sem chão! Me surpreendeu e tenho certeza que também irá surpreendê-los.