O livro conta a história de Norma, uma mulher cujo cabelo cresce de forma descontrolada e parece possuir personalidade própria, inclusive atribuindo-lhe alguns dons. Anita, mãe de Norma, busca manter a "anomalia" da filha em segredo, temendo represálias e protegendo-a de eventuais riscos. Até que um dia Anita morre de forma misteriosa, jogando-se na frente de um trem.
Inconformada com a morte repentina da mãe, Norma inicia uma busca por respostas, vasculhando o apartamento de Anita, até encontrar pistas que a levarão diretamente a figurões perigosos, bem como desenterrará personagens do passado. Norma, então, percebe que está inserida no meio de uma teia de aranha, e terá que lutar por sua sobrevivência.
"Norma" parte de uma proposta original e utiliza o realismo mágico para fundir fantasia e realidade de forma convincente, criando uma metáfora clara sobre a falta de autonomia das mulheres sobre o próprio corpo. A ideia central é interessante, mas a narrativa se torna confusa em diversos momentos, exigindo atenção constante do leitor. Além disso, os personagens não são desenvolvidos com profundidade, o que dificulta o envolvimento emocional e torna algumas relações e transformações pouco verossímeis. Embora não seja um livro ruim, a obra fica aquém das expectativas geradas.