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    A Feira das Vaidades - Volume I

    William Makepeace Thackeray

    Civilização Brasileira
    1963
    388 páginas
    12h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.3
    124 avaliações
    Leram192Lendo35Querem996Relendo0Abandonos6Resenhas19
    Favoritos4Desejados996Avaliaram124

    Na Londres de 1820, Becky Sharp é uma garota humilde que, após ficar jovem, depende de sua sexualidade, inteligência e malícia para começar a ascender-se socialmente, em uma sociedade extremamente ligada às aparências.

    Edições (9)

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    Resenhas (19)Ver mais
    Carla Silva picture
    Carla Silva16/03/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Problema não resolvido

    Feira das Vaidades foi publicado em 1847 na Inglaterra. É um romance gigantesco, que pretende apresentar um painel da sociedade Inglesa de então - a " feira das vaidades". O título é retirado de um episódio da famosa novela alegórica O Peregrino de John Bunyan. Uma das numerosas etapas da viagem de Cristão, o peregrino, e um de seus muitos perigos… A feira é a sociedade londrina; as vaidades são, como diz a Bíblia , o final de tudo neste mundo: " Vaidade das Vaidades! Tudo é vaidade". Pois é. Thackeray concorda. O senão está em que, no empenho em criticar satiricamente tudo que vê, o autor se esquece de criar empatia com seu público leitor; seu olhar feroz nada poupa, e assim não nos deixa sequer um personagem para admirar - ou melhor, faz isso obliquamente, mostrando virtudes opressivas e que tornam seus modelos curtos de inteligência. E exemplos de determinação e coragem mesclados com desonestidade. Em especial com as figuras femininas, Thackeray não resolve o problema de criar uma mulher que seja virtuosa sem ser uma imbecil, e outra que é inteligente e interessante, contudo inescrupulosa. Será que no universo de Thackeray só havia esses dois modelos de mulher? Eu dispenso, obrigada. O romance é hábil, com ritmo e sempre interessante. Mas podia ser mais. Ah, é bom que se diga: a desonesta porém esperta Becky Sharp possuí uma virtude rara: ela não guarda rancor.

    39 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 124
    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas39%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas2%
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    William Makepeace Thackeray

    William Makepeace Thackeray (Calcutá, 18 de julho de 1811 — 24 de dezembro de 1863) foi um romancista britânico, de prestígio equiparado ao do grandioso Charles Dickens. De família abastada, foi enviado a Londres (1816), após a morte do pai, um funcionário colonial, para continuar seus estudos. Estudou no Trinity College, em Cambridge (1828-1830) e, posteriormente, viajou pela Europa continental. Casou-se em Paris (1836), com Isabella Shawe, que acometida de uma doença mental, deixou-o perturbado pelo resto da vida. Falido, voltou para Londres (1837) e se dedicou ao jornalismo. Na capital inglesa ganhou popularidade com a publicação, em capítulos, de Vanity Fair (1847-1848), um romance de costumes. A maioria de suas obras foi publicada na imprensa antes das edições em livro. Respeitado pelo público e pelos especialistas, desenvolveu nos anos seguintes um trabalho ativo como conferencista, tanto em seu país como nos Estados Unidos. Sua obra foi marcada pela alternância entre textos puramente cômicos ou paródias com romances históricos sobre a sociedade britânica e americana. Seus livros mais conhecidas foram a coletânea de ensaios The Book of Snobs (1848) e o romance Barry Lyndon (1852), The History of Pendennis (1848-1850), The History of Henry Esmond (1852), a coletânea de palestras The English Humourists of the Eighteenth Century (1853) e The Virginians (1857-1859). Nos seus últimos anos revelou um crescente interesse pela análise dos sentimentos pessoais, até que morreu em Londres

    12 Livros
    11 Seguidores

    William Makepeace Thackeray