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    A Galáxia de Gutenberg - A formação do homem tipográfico

    Marshall McLuhan

    University of Toronto Press
    1962
    390 páginas
    13h 0m
    ISBN-10: 0802060412
    Português Brasileiro
    3.9
    21 avaliações
    Leram69Lendo31Querem231Relendo1Abandonos1Resenhas2
    Favoritos1Desejados231Avaliaram21

    Since its first appearance in 1962, the impact of The Gutenberg Galaxy has been felt around the world. It gave us the concept of the global village; that phrase has now been translated, along with the rest of the book, into twelve languages, from Japanese to Serbo-Croat. It helped establish Marshall McLuhan as the original media guru. More than 200,000 copies are in print. The reissue of this landmark book reflects the continuing importance of McLuhan s work for contemporary readers.

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    Ricardo de Aquino borges picture
    Ricardo de Aquino borges05/01/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "O processo civilizatório é essencialmente condicionante"

    No geral, o autor discorre sobre a relação do ser humano com a palavra escrita, e como esses dois elementos se auto-modificaram. Não foi apenas nossa cognição que permitiu o uso da linguagem, esta também mudou nossa cognição e, portanto, nossa maneira de enxergar o mundo, “porque o alfabeto não pode ser apenas assimilado, ele chega para modificar, liquidar ou reduzir.” P.82 Por exemplo, no filme O Nome da Rosa, vemos os monges copistas imersos em seus trabalhos no mais absoluto silêncio, e geralmente é assim mesmo que imaginamos, mas na verdade havia um murmúrio constante nesses lugares, porque na Idade Média a assimilação de um manuscrito ocorria de forma diversa do que a tipografia possibilitou: “Quando um copista moderno levanta os olhos do manuscrito que tem à sua frente a fim de escrever, leva em seu espírito uma reminescência visual do que viu. O que o escriba medieval levava consigo era uma lembrança auditiva e, provavelmente, em muitos casos, a lembrança de uma só palavra de cada vez. (…) Ler em silêncio era uma aberração tão incomum que Santo Agostinho chegou a falar dela em suas Confissões 5,3, sobre a capacidade de Ambrósio quanto a isso: “Mas quando ele lia seus olhos deslizavam pelas páginas e seu coração procurava o sentido, mas a voz e a língua ficavam em repouso.” (p.136) “À medida que a prensa tipográfica de Gutenberg foi enchendo o mundo, apagava-se a voz humana. Os homens começaram a ler em silencio e passivamente como consumidores. A arquitetura e a escultura secaram também.” P.337 Outra observação interessante: “É necessário compreender que as pessoas não-alfabetizadas se identificam muito mais intimamente com o mundo em que vivem do que as alfabetizadas. Quanto mais alfabetizadas, tanto mais tendem as pessoas a ficar desligadas do mundo em que vivem.” P.116 Uma citação de um tal Aretino na página 265: “Que outros se preocupem com o estilo e deste modo deixem de ser eles próprios. Sem mestre, sem modelo, sem guia, sem artifício, vou trabalhar e ganhar a minha vida, o meu bem estar e a minha fama. De que mais necessito? Com uma pena de ganso e umas folhas de papel eu me rio do universo.” Mas, sem dúvida alguma, a que mais gostei foi essa: “O espírito liberal e altamente letrado e individualista sente-se atormentado pela pressão para que se torne coletivamente orientado. O liberal alfabetizado está convencido de que todos os verdadeiros valores são particulares, pessoais, individuais.” P.219 “O processo civilizatório é essencialmente condicionante”

    2 curtidas

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    3.9 / 21
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    • 4 estrelas29%
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    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas0%
    Herbert Marshall McLuhan profile picture

    Herbert Marshall McLuhan

    Herbert Marshall McLuhan (Edmonton, 21 de julho de 1911 — Toronto, 31 de dezembro de 1980) foi um filósofo e educador canadense. McLuhan introduz as expressões o impacto sensorial, o meio é a mensagem e aldeia global como metáforas para a sociedade contemporânea, ao ponto de se tornarem parte da nossa linguagem do dia a dia.

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    Herbert Marshall McLuhan