Arthur era um garoto que tinha sua mãe como exemplo. Ela vivia dizendo a ele que nunca deixasse o monstro que vivia dentro da gente sair. No início o garotinho levou isso ao pé da letra, achando que realmente existia um monstro morando nele. Isso durou até o dia que ele presenciou a sua mãe liberar o monstro que existia nela.
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Foi em um supermercado que Athur presenciou sua mãe em um ataque de fúria agredir uma moça que trabalhava de caixa. Foi aí que o garoto entendeu o que realmente ela queria dizer.
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Ele nunca tinha precisado despertar o seu monstro, pelo menos, não até o dia que seu pai acaba fazendo uma grande atrocidade. Dali em diante a vida de Arthur nunca mais seria a mesma.
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Esse foi o primeiro conto do Charlitto que tive o prazer de ler. Felizmente me deparei com uma escrita muito boa, em um conto que mistura um pouco de horror com terror (tem diferença), o real com o sobrenatural e definitivamente, com a nossa forma de pensar.
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Arthur quando cresce acaba se tornando um retrato de muito marmanjo que existe por ai, e ao mesmo tempo sendo um reflexo do pai que ele desprezou. Isso faz com que a gente entre naquele pensamento de "entendo o porque você faz isso, mas não concordo".
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E cada atitude do rapaz só vai alimentando mais e mais o seu monstro interior. O pior de tudo é que para esse tipo de pessoa, suas atitudes estão certas, e é assim mesmo na vida real. Então eu acabo vendo esse conto como um terror reflexivo. Onde o Charlitto conseguiu equilibrar as duas coisas de forma muito boa e entregando um final assustador.
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Leiam, e me digam o que acharam. Tenho certeza que os amantes do gênero irão adorar.