Em uma série de ensaios inteligentes e instigantes, este autor, que foi chamado de Dilbert dos filósofos, aborda os tópicos difíceis da administração e da vida nas organizações.
Como é que toda vez que me apunhalam pelas costas minhas digitais estão na faca? - e outras meditações sobre administração
Jerry B. Harvey
Didática e em tópicos
R$ 3,99 no supermercado Bretas.... ð² Como sou fissurada por livros, logo quis garantir mais uma leitura! O título me incentivou ainda mais a levá-lo. Então bora lá para a sua primeira resenha aqui neste site: O AUTOR: - sente que já levou 131 punhaladas. Eu disse sente, pois todas as que levou parecem somar este montante; - tem expectativas limitadas quanto ao livro; - devaneia; - explica ilustrativamente, com parábolas e exemplos concretos; - recomenda vasta bibliografia para consulta; - é muito prosa e, como o avô, gosta de contar histórias (este no sítio dizia: senta na varanda e pegue o seu mata-mosca); - recorre a eufemismos e utiliza artifícios linguísticos para explicar passagens, descrever cenas e objetos. Desta forma evita repetição de palavras (creio que não seja essa a intenção, mas tão somente deixar a leitura mais interessante ou para encher linguiça mesmo); - revela muito a sua interpretação e visão das coisas, influenciando o leitor. O escritor chega até a desconfiar se a obra é interessante; - é ansioso em ambiente de aprendizado: deve ser hiperativo; - tem ojeriza por ensinar, porém sua obra contém vários ensinamentos. Será que é jogada?? A OBRA: - traz diversos questionamentos, tais como: já conheceu um professor, pregador, político, gerente, empregado ou aluno competente que não fosse engraçado, que não tivesse senso de humor ou uma apreciação do absurdo? (trecho extraído da página 95, item 29, com o qual eu me identifico bastante!!); - traz variadas locuções vide caleidoscópio intrincado de engodo conspiratório (hãã?!); - tem definições acerca de traidor (= aquele que possui falha de caráter ou deficiência de personalidade) e bode expiatório (= indivíduo que leva nas costas a culpa pela maldade dos outros, culpa esta que reside em última análise naquele que põe a culpa nele); - autointitula-se voltada para meditações em Administração, contudo esbarra na linha tênue da Autoajuda; - em certas horas é enfadonha, circular, beira a autopiedade de um menino que descobre cedo o que é a trairagem; - por vezes é confusa (não sei se a confusão origina-se no raciocínio do autor ou se a tradução não foi bem elaborada); - contém ironias; - apresenta assuntos interessantes, ainda que não muito correlatos com o tema proposto (basta ver capítulo 4 - Aprender a não*ensinar, onde contém as tais ironias do tópico aqui acima ð). Desta forma, o autor parece querer esticar o livro; - abrange segmentos empresariais, familiares e religiosos, dentre outros, conforme ilustra o fragmento: "(...) Portanto, um indivíduo que participar de uma prece de comunicação pode ter afiliações com base espiritual em qualquer número de organizações, como famílias, igrejas, empresas, associações voluntárias, partidos políticos e equipes esportivas" [página 106, item 3]. Destarte, cria uma amplitude para o termo 'Administração' contido na capa. Conclusão: confesso que titubeei entre 2 e 3 estrelas. Entretanto, lendo com olhos de uma Administradora por formação, eu gostei!! Jornalista Roberta âð¼ð©ð¼âð»
Estatísticas
Avaliações
3.5 / 3- 5 estrelas33%
- 4 estrelas33%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas33%
- 1 estrelas0%
