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    Antifa - O Manual Antifascista

    Mark Bray

    Autonomia Literaria
    2019
    391 páginas
    13h 2m
    ISBN-13: 9788569536505
    Português Brasileiro
    4.4
    191 avaliações
    Leram277Lendo82Querem722Relendo1Abandonos15Resenhas24
    Favoritos14Desejados722Avaliaram191

    “Lutamos contra eles escrevendo cartas para que não tenhamos que enfrentá-los com os punhos. Lutamos com os punhos para que não tenhamos que enfrentá-los com facas. Lutamos com facas para que não precisemos enfrentá-los com armas. Lutamos com armas para que não tenhamos que enfrentá-los com tanques.” — “Murray” de Baltimore Desde que existe o fascismo, existe o antifascismo – também conhecido como “antifa”. Nascido da resistência a Mussolini e Hitler na Europa durante os anos 20 e 30, o movimento antifa chegou subitamente às manchetes em meio à oposição ao governo Trump, a ascensão da alt-right e o ressurgimento de grupos de supremacistas como o Klu Klux Klan. Em uma inteligente e emocionante investigação, Mark Bray, historiador e um dos organizadores do Occupy Wall Street, nos oferece um olhar único de dentro do movimento, incluindo uma pesquisa detalhada da história da antifa desde suas origens até os dias de hoje – a primeira história mundial do antifascismo no pós-guerra Baseado em entrevistas com antifascistas de todo o mundo, o livro detalha as táticas do movimento antifa e a filosofia por trás dele, oferecendo insights sobre a crescente, mas ainda pouco compreendida, resistência contra à extrema-direita. “Focado e persuasivo… O livro de Bray é muitas coisas: a primeira história mundial do movimento antifa, um guia para novos ativistas e um registro dos conselhos dos militantes antifascistas do passado e do presente.” — Daniel Penny, THE NEW YORKER “Movimentos ativistas insurgentes precisam de porta-vozes, intelectuais e apologistas, e para o momento, Mark Bray parece preencher os três requisitos… A contribuição mais esclarecedora do livro é sobre a história das lutas antifascistas no século passado, mas a mais relevante para agora é a justificativa para impedir discursos de ódio e derrotar os racistas.” — Carlos Lozada, THE WASHINGTON POST “Rapidamente publicado logo após o presidente dos EUA dizer que havia ‘pessoas boas em ambos os lados’ nos confrontos em Charlottesville, o guia de Mark Bray fornece táticas para aqueles que desejam ‘derrotar o ressurgimento da nova direita’.” — Alison Flood, THE GUARDIAN

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    Resenhas (24)Ver mais
    Pedro Luiz da Cunha picture
    Pedro Luiz da Cunha03/08/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "Tem gente que só compreende a brasa quando ela entranha nas profundezas da carne."

    Mark Bray, historiador norte-americano, escreve o "Manual Antifascista" em um contexto de avanço global da extrema-direita. Aqui, o antifascismo não é definido como mera negação do fascismo; o autor explora uma corrente existente da interação entre socialistas e anarquistas, que possui um horizonte maior, de superação da sociedade capitalista. Partindo da constatação de que "desde que existe o fascismo, existe o antifascismo" o autor faz uma exposição sobre o período "clássico" do movimento na primeira metade do século XX na França, Alemanhã, Itália e Inglaterra. Depois, analisa as táticas antifascistas no período pós-guerra para chegar, finalmente, no movimento antifascista contemporâneo, fruto da resistência contra o avanço da extrema-direita, dos supremacistas brancos e da onda anti-imigratória na Europa e Estados Unidos. Apesar de discordar de algumas análises do autor, o livro traz importantes reflexões sobre liberdade de expressão e "lições históricas para antifascistas". Uma dessas lições diz respeito a como os fascistas alcançaram o poder legamente, através das instituições: "historicamente o fascismo ganhou acesso aos corredores do poder não derrubando seus portões, mas convencendo seus porteiros gentilmente a abri-los" (p.252). A segunda lição chama a atenção para o fato de que o fascismo não foi levado a sério até que fosse tarde demais. O livro, como um manual, serve para guiar a prática, e assim deve ser lido. O combate ao fascismo é um compromisso civilizatório. Interpreto o título dessa resenha, uma frase de Chico Buarque, como um alerta para que não aguardemos que o avanço da extrema-direita no Brasil - com elementos fascistas - entre nas profundezas de nossa carne e a reação seja tarde demais.

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    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas45%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
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    Mark Bray

    Mark Bray é um político e historiador dos direitos humanos, terrorismo e política da Europa Moderna. Formado em Filosofia pela Universidade de Wesleyan em 2005 e PhD em História pela Universidade Rutgers em 2016. Ele é o autor de "Antifa: The Anti-Fascist Handbook", "Translating Anarchy: The Anarchism of Occupy Wall Street" e co-editor de "Anarchist Education and the Modern School: A Francisco Ferrer Reader". Seu trabalho apareceu em "Foreign Policy", "The Washington Post", "Salon", "Boston Review" e em outros volumes. Atualmente é professor da Universidade Rutgers.

    7 Livros
    2 Seguidores

    Mark Bray