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    Guerras Infinitas #3 - Contagem Regressiva Infinita

    Gerry Dunggan, Chris Sims

    Panini
    2019
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788542618907
    Português Brasileiro
    3.5
    35 avaliações
    Leram45Lendo2Querem13Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados13Avaliaram35

    Os Guardiões da Galáxia chegam a Luganenhum com a Joia do Poder! Ultron dá sua última cartada para substituir todos os seres do universo! E, quando todas as gemas são finalmente encontradas, o Doutor Estranho convoca a Guarda do Infinito para enfrentar uma terrível ameaça que se aproxima da Terra! Contagem Regressiva Infinita #4-5 Contagem Regressiva Infinita: Falcão de Aço #3-4 O Legado de Thanos #1

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    Paulo Vinicius28/12/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Essa contagem regressiva não acaba nunca! Eu entendo que a Panini tenha tido boa intenção ao publicar o evento completo só nas revistas DO evento, com os tie-ins e tudo, mas essas edições iniciais estão um osso duro de roer. A edição anterior era ruim, mas essa consegue ser ainda pior porque a gente fica indiferente ao que está acontecendo. Os acontecimentos parecem não fazer importância embora o escopo das coisas seja gigante no lado cósmico da Marvel. Ao final da edição, só consegui me importar com a última história, que era um conto de 1993 escrito pelo Jim Starlin e era uma republicação apenas. Outro ponto que vou repetir na análise das edições é que frequentemente vemos na edição elementos de enredo intrigantes de eventos passados sendo desfeitos apenas pelo mero efeito de chocar o leitor. Estou me esforçando para me divertir com as revistas, mas está bem complicado. A quantidade de artistas envolvidos nesta edição mostra o quanto este terceiro volume é uma salada de coisas. E, novamente: o melhor artista é o Deodato, que só teve duas páginas publicadas aqui. Duas páginas do homem é melhor do que a revista inteira. Comecemos pelo Countdown que teoricamente é o caminho para a série. Na edição, os Guardiões da Galáxia conseguem fugir do cerco imposto pelos Rapinantes e pelos Chitauri e, com a ajuda do Nova equipado com a joia do poder, eles voltam para Lugar Nenhum onde vão se reagrupar. Mas, a questão é: com quem vai ficar a joia do infinito? A batalha entre Warlock e Ultron Primordial alcança um momento dramático quando o vilão consegue disparar seus mísseis carregados de vida sintética para o espaço. Para deter o ser robótico, o Surfista Prateado quer que o Portador da Vida (o antigo Galactus) volte a devorar planetas. Uma decisão difícil se encontra à frente. Em outro lugar, a Viúva Negra procura o Dr. Estranho para poder esconder a joia do tempo. Mas, Stephen Strange parece ter problemas bem maiores para resolver e a Viúva irá continuar sozinha. Strange convoca a Guarda do Infinita para uma reunião urgente. Desconsiderarei que o Deodato fez duas páginas em duas edições. Entendo o esquema da coisa, mas isso não é maneira de empregar a arte de um artista desse nível. Então a edição contou com a arte de Mike Hawthorne e Aaron Kuder. Não está claro para mim se Kuder foi o arte-finalista ou se a arte foi realmente feita a quatro mãos. A minha dúvida permanece. A edição sequer diz quem fez o que e eu precisei recorrer ao Guia dos Quadrinhos para descobrir. Vou tratar como sendo arte do Hawthorne, mas saibam que tem outra pessoa envolvida. Gosto das escolhas de enquadramento do Hawthorne nessa edição e ele parece estar mais à vontade aqui. Tem uns momentos bem interessantes no combate entre Warlock e Ultron em que ele cria pequenas janelas para dar sequencialidade à ação. Como se a câmera mudasse de ângulo para apresentar algum momento chocante. Para mim, a arte do Hawthorne não combina com uma série de ficção científica. Ela é mais pé no chão, tanto que alguns dos melhores momentos acontecem nas cenas que contém o Stephen Strange e o Tucão Barrett. O design de personagens dele é bastante estranho e os personagens parecem inexpressivos em alguns momentos. Algumas vezes a arte do Hawthorne me fez lembrar o Frank Quitely quando desenhou os Novos X-Men, mas foram apenas flashes disso. Essas edições da Contagem Regressiva são realmente um prelúdio. Só que um prelúdio estupidamente longo. Então temos várias pequenas histórias acontecendo, mas como a mini se espalhou por várias edições, nunca parece que muita coisa está acontecendo. Falando das histórias no fundo, por exemplo, temos um personagem com um anão que a gente finalmente descobre que se chama Requiem (tem um anão há três edições batendo numa espada). Temos todo o enredo envolvendo o Wolverine e a Viúva... só que quatro edições depois ela decide procurar o Dr. Estranho. E tem o enredo do Hank Pym e a alma da Gamora dentro da joia da alma. O Pym meio maluco tentando sair da joia e a Gamora falando como alguém que já conhece o funcionamento deste mundo que existe dentro dela. Só agora entendemos por que o mundo da joia, que era uma utopia em tempos passados, passou a ser um deserto que parece saído de um filme do Mad Max. Precisou de cinco edições para que o Duggan finalmente separasse os Guardiões da Galáxia. Algo que não precisaria de uma mini de cinco edições para acontecer, podendo ter sido feita na mensal dos personagens. Aqui vemos que toda a confusão acontece porque os heróis querem decidir com quem vai ficar a joia do poder. Imaginando ser melhor manter a joia com eles, os Guardiões tomam posse dela, para contrariedade da Tropa Nova. Depois de um me-dá-me-dá-você, Drax tem uma estranha visão ao tocar no artefato. É aí que Duggan volta à obsessão da Gamora em reaver o corpo que se encontra na joia da alma. Ela sabe que as joias se atraem, por isso não quer perdê-la de vista. Curiosamente ela vai acabar obtendo o que ela deseja de um jeito inesperado. O que me incomoda na separação dos Guardiões é a maneira errática como eles se comportam nessa edição. Para tocar o enredo adiante, Duggan toma muitas liberdades nas decisões deles. Até dá para entender que se trata de um grupo de desajustados, mas o problema central é eles fugirem de quem eles são de verdade e tomarem decisões que eles não tomariam. É a ilógica da coisa que me irrita aqui. Daí temos a situação envolvendo o Surfista e o Warlock que é o enredo mais curioso do volume inteiro. Entendi o drama da escolha que Norrin terá que fazer, mas não concordei com a escolha do Duggan. Um dos desenvolvimentos mais interessantes dos últimos anos tinha sido a transformação do Galactus no Portador da Vida. O devorador de mundos precisando redimir seus pecados e evitando realizar aquilo que era sua natureza. Isso colocava o personagem em uma situação moral intrigante porque Galactus fazia parte do funcionamento do universo. Como se fosse um regulador natural da vida e da morte, da ordem e do caos. Jim Starlin já trabalhou algumas vezes essa característica dúbia do personagem de formas bastante criativas. Se deparar com uma negação de sua natureza levava o personagem a um ponto onde muita coisa poderia ter sido feita. Mas, para chocar, transformemos a entidade de volta no Galactus e esquece o que veio antes. Gostei do ponto moral, principalmente por ser Norrin Radd o responsável por fazer o personagem voltar a devorar mundos. Duggan poderia ter trabalhado melhor isso com o Surfista se recriminando pelo que fez. Mas, tudo o que temos é... é isso aí e o universo continua lá. E temos mais duas edições do Falcão de Aço. Aqui temos o Chris Sims e o Chad Bowers lidando com os acontecimentos da edição passada. Agora, o personagem está quase morto e descobre na entidade do Navalha os meios de se recuperar e se transformar em um novo Falcão de Aço. A entidade conta a ele a própria origem do primeiro Rapinante e de como eles se transformarem nessa força obcecada pela ordem que vemos no universo. Powell precisa entender o que o diferencia dos demais Rapinantes para poder deter Gyre e o Falcão Estelar antes que eles cheguem na Terra. Enquanto isso, Richard Rider está atrás de seu irmão e mal sabe ele que vai encontrar uma pessoa muito diferente daquele que ele conhecia. Mas, Rich terá a força necessária para deter uma ameaça de nível cósmico ou seus sentimentos irão atrapalhá-lo no fim? O artista dessa edição é Gang Hyuk-Lim que era o responsável pelas páginas de recapitulação nos volumes anteriores. Ele gosta de empregar uns efeitos digitais interessantes nas cenas de ação ou de explosão de energia que dão uma sensação mais de ficção científica tradicional. Tem um emprego forte de cores mais escuras do preto ao púrpura o que deixa as páginas mais carregadas. Isso me incomodou um pouco, mas como os eventos se passam no espaço puro e simples não há muito como evitar. Se eu for comparar com a arte do Hawthorne no Contagem Regressiva, confesso que essa é uma arte que me agrada mais. Os enquadramentos de cena são legais com boas soluções para algumas situações como os combates contra os Rapinantes no espaço. Só que algumas soluções artísticas usadas para o design de personagem ou a organização de cena são exageradas e estranhas. Me peguei tentando entender uma determinada cena com o Falcão de Aço gigante enfrentando outros Rapinantes e conversando ao mesmo tempo com o Nova. Assim, não me pareceu coesa. No âmbito geral, a arte de Hyuk-Lim é legal, com alguns elementos criativos, mas nada que a faça se destacar. Esse tie-in do Falcão de Aço é um osso complicado de ultrapassar. Desde o começo achei as motivações do Chris Powell fracas e sem nexo. Imaginei que a ideia do Falcão Estelar fosse ser levada para a saga principal ou até a Fraternidade fosse um dos inimigos. Não... Sims e Bowens encerram toda essa etapa aqui o que me deixou bem indignado. Por que diabos a gente passou por cinco edições disso? Tem um desenvolvimento lá no final, mas todo o confronto com os Rapinantes, a descoberta do paradeiro do Robbie Rider, o confronto com Gyre era um filler para que o Powell tivesse contato com uma entidade que eu já nem me lembrava mais que existia. Acho que o Starlin ou o Steve Engleheart devem ter usado esse personagem há não sei quantas décadas atrás. Essas duas histórias ficam pintando o personagem como um assassino, com o Richard Rider sendo um completo bully com o personagem, apontando dedos e fazendo julgamentos. Em nenhum momento dos cinco números, o Falcão de Aço deu a entender que ele era um assassino frio e calculista. Se no passado ele foi, então o erro de roteiro é ainda maior. Você tem que mostrar ao leitor o que você quer dizer e não contar a ele. Show, don't tell. O momento climático é bem okay com grandes poderes se enfrentando e eu, leitor, não dando a mínima para isso. O roteiro não faz com que eu me importe com o que está acontecendo. O protagonista só vai lembrar da noiva que deixou para trás no último quadro. Por que não criar toda uma conexão entre os dois, colocando-a como a motivação que o faz seguir em frente? Enfim, ainda bem que isso acabou. No final deste terceiro volume, temos duas histórias curtinhas sendo que uma delas é uma republicação de uma história natalina envolvendo o Thanos e a Gamora. O roteiro é do Jim Starlin com a arte do Ron Lim. A primeira é um conto com roteiro do Gerry Duggan e arte do Cory Smith e conta a infância da Gamora ao lado de um cruel e vil Thanos. Ambas as histórias tocam na conexão estranho de pai e filha adotiva entre os dois personagens, ou seja, isso deve ser explorado na série. Gerry Duggan apresenta um pai opressor que ensina pela maldade. O roteiro é baseado em uma história sem balões o que achei bem legal. A arte de Smith é okay, nada espetacular, mas consegue entregar bem aquilo que o autor quis dizer. Por isso vale um destaque para isso porque conseguir entregar um roteiro com essa carga dramática usando personagens da Marvel bem conhecidos, não é para qualquer um. A segunda história mostra um conto de natal em que Thanos inventa de dar à Gamora algum tipo de conexão familiar para que ela pudesse ser mais fiel a ele. O titã está se relembrando do passado de uma vez em que eles imitaram o Natal terrestre e ele a presenteou com uma boneca. Enfim, o roteiro de Starlin mostra um Thanos que anda na corda bamba entre o bem e o mal, mas que acaba sempre escolhendo o mal no fim das contas. Só vou fazer uma observação sobre essa história: fizeram a recolorização da arte do Ron Lim, o que deixou a arte bem feia e espalhafatosa. Lim é uma das referências quando penso em histórias do Thanos e o que fizeram qui foi bem esquisito. As cores são exageradas demais para o que o artista faz. Enfim... não é um bom volume. Estou bem pouco empolgado para os próximos acontecimentos. É uma edição que está me dando a ideia de que o evento vai ser uma salada de ideias que não vão a lugar algum. Nada me animou muito, nem mesmo o conceito das joias do infinito mudando seus poderes. Enfim, espero que a chegada da série principal traga alguma novidade interessante. Por enquanto... segue o bonde.

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