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    Mente Assassina (Adam Dalgliesh #2) -

    P. D. James

    Companhia das Letras
    2007
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788535910650
    Português Brasileiro
    3.5
    178 avaliações
    Leram274Lendo10Querem134Relendo1Abandonos8Resenhas9
    Favoritos4Desejados134Avaliaram178

    Fundada entre as duas guerras mundiais, a Clínica Steen recebe pacientes psiquiátricos ambulatoriais de boa situação financeira para tratamentos psicoterápicos e analíticos, atividades de arte-terapia, aplicações de eletrochoque e sessões com lsd destinadas a liberar as inibições mais arraigadas de alguns deles. A noite caiu. Médicos e empregados concluem as tarefas do dia. Um grito animalesco sobe do subsolo, atravessa salas e corredores e interrompe as reflexões do paciente do dr. Steiner sobre as razões do colapso de seu terceiro casamento. No vestíbulo, a jovem Jennifer Priddy, pendurada no pescoço de um dos porteiros, faz força para se controlar. Acaba de encontrar, na sala dos arquivos, o corpo da gerente administrativa caído sobre dezenas de pastas com anotações médicas sobre antigos pacientes. É verdade que a srta. Bolam irritava as pessoas. Nada grave, só falta de jogo de cintura, diziam todos. Mas aquele assassinato brutal, com detalhes grotescos, parecia resultar de um ódio muito profundo. Adam Dalgliesh estava ali para elucidar o mistério de Enid Bolam.

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    Fabio Shiva23/11/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    QUEM MATOU O ENTUSIASMO PELA LEITURA? O ASSASSINO É... A EXPECTATIVA!

    Confesso logo no início: se não gostei tanto de “Mente Assassina”, muito provavelmente é porque tenho P. D. James em tão alta conta que devo ter criado demasiada expectativa. Pois a história é bem interessante, um romance policial de 1963 ambientado em uma clínica psiquiátrica para pacientes abastados, com tratamentos que variam dos “convencionais” eletrochoques e sessões de LSD a práticas menos ortodoxas como a psicanálise e a arteterapia. Uma funcionária da clínica aparece brutalmente assassinada, com requintes de cinismo. Como as entradas e saídas são rigidamente controladas, o assassino só pode ser uma das pessoas que estavam na lista da clínica quando o crime foi cometido. Cabe ao policial poeta, Adam Dalgliesh, desvendar o mistério. Ao fazer uma rápida pesquisa agora, para descobrir a data de publicação de “Mente Assassina” (“A Mind to Murder”, que traz um trocadilho intraduzível no original em inglês, podendo ser tanto a opção do título em português quanto algo como “uma mente para ser assassinada”), descobri que esse é nada menos que o segundo livro escrito por Phyllis Dorothy James. O segundo de uma longa e esplêndida carreira, com alguns dos mais impactantes romances policiais que eu já li. Contudo esses livros que me marcaram tanto trazem justamente algo que vai além do mero jogo detetivesco do romance policial, com nuances de sombrio existencialismo que lembram um pouco Virginia Woolf... Esses elementos fascinantes da prosa de P. D. James, que não se espera encontrar em uma história policial, mais improváveis ainda seriam em seus primeiros livros. Daí a elevada expectativa que criei com essa leitura ter redundado em alguma frustração. Mas tenho que dizer que a frustração só foi sentida mesmo no final da história, na cena da revelação, que achei meio armengada e bem pouco satisfatória. Pois essa é uma característica curiosa do romance policial: só sabemos se é bom mesmo quando chegamos ao fim. Para os interessados em conhecer a obra de P. D. James, coloco a seguir os links das resenhas de outros livros dela que eu li, e que recomendo que sejam lidos antes desse “Mente Assassina”, que em 1995 ganhou uma versão em filme televisivo (https://youtu.be/48DeeD6ZHaw?si=BbgcHC87R9--956B). UM GOSTO POR MORTE – P. D. James https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2012/06/um-gosto-por-morte-p-d-james.html A MÁSCARA DA CAVEIRA – P. D. James https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2012/10/a-mascara-da-caveira-p-d-james.html SALA DOS HOMICÍDIOS – P. D. James https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2013/01/sala-dos-homicidios-p-d-james.html ARMADILHAS E DESEJOS – P. D. James https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2013/06/armadilhas-e-desejos-p-d-james.html SANGUE INOCENTE – P. D. James https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2011/08/sangue-inocente-p-d-james.html PACIENTE PARTICULAR – P. D. James https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2013/05/paciente-particular-p-d-james.html https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2023/11/quem-matou-o-entusiasmo-pela-leitura-o.html

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    Phyllis Dorothy James ('Baronesa James de Holland Park') profile picture

    Phyllis Dorothy James ('Baronesa James de Holland Park')

    Phyllis Dorothy James, Baronesa James de Holland Park, OBE, FRSL (Oxford, Inglaterra, 3 de Agosto de 1920 - Oxford, Inglaterra, 27 de Novembro de 2014) foi uma escritora inglesa-britânica de Ficção Policial que usou o nome P. D. James ao assinar as suas obras. Ela foi membra da Câmara dos Lordes sob o título de Baronesa James de Holland Park. É reconhecida como uma das escritoras que mais influenciaram o gênero literário do Romance de Mistério, sendo especialmente notável a forma como caracteriza as suas personagens e a sua habilidade em construir atmosferas plenas de detalhes. Filha de Sidney James, um fiscal, ela deixou a escola, a Cambridge Girls' High School, aos 16 anos. Durante a guerra, casou com Ernest Connor Bantry White, médico, de quem teve duas filhas. James deu à segunda filha o nome da sua autora preferida: Jane Austen. Em 1948, diagnosticou-se uma esquizofrenia a Ernest, que passou longos períodos hospitalizado, até ficar definitivamente internado até à sua morte em 1964. James trabalhou na direção do North West Regional Hospital em Londres de 1949 a 1968 e, depois no Ministério do Interior, no Departamento da Polícia Criminal. James tem dois protagonistas principais: a jovem Detective privada Cordelia Gray e Adam Dalgliesh, Inspetor-Chefe da Scotland Yard, de meia-idade, que surge pela primeira vez em 1962 no Romance

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    Phyllis Dorothy James ('Baronesa James de Holland Park')