Aventuras na História Nº 04 (Dezembro de 2003) - Alexandre, o Grande

    Editora Abril

    Abril
    2003
    70 páginas
    2h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    ...Palácio de Versalhes Peru: o país Movimento Contra o Custo de Vida: O povo na praça da Sé Metro: para medir o mundo Protestantes x católicos Magnicídio: tiros nos poderosos Mandar presidentes, reis e primeiros-ministros desta para melhor foi tão comum no século 20 que o ato até ganhou um nome: magnicídio. Mas o resultado político desses crimes nem sempre foi o previsto pelos matadores Coronelismo: o poder do Nordeste Vitórias sobre os limites da Terra: Mais alto, mais longe e mais rápido A Roma de César ...Nem sempre foi preciso um padre para casar? ...A Bolívia é o país que sofreu mais golpes de Estado? Fokker DR I: Máquina de morte do Barão Vermelho Guerra total: a Primeira Guerra Mundial Gauguin e van Gogh: os normais Mafiosos judeus em Nova York: assassinos S.A. Como criminosos judeus montaram a mais eficiente máquina de matar da máfia de Nova York, nos anos 30 Otávio Augusto, um imperador sensível A descoberta da infância Alexandre, o maior Em apenas 11 anos, um jovem general e seu furioso exército deixaram a Grécia, o coração do mundo antigo, e conquistaram um território maior que o Império Romano Casanova, o cara que catava todas Irresistível para as mulheres, insuperável pelos homens, ele entrou para a história como protagonista de fantásticas aventuras amorosas. Porém, até hoje persistem as dúvidas sobre se tudo não passou de imaginação, exagero ou mera literatura Revoluções: agentes da mudança Aksum: O obelisco da discórdia ...O cabo da Boa Esperança se chamava cabo das Tormentas? Bahia de todas as cores Quase 50 anos depois do descobrimento, os portugueses voltam à Bahia e se encantam com o que ela podia lhes dar. Dessa vez, eles viriam para ficar Civilizações perdidas da Amazônia Biblioteca de Londres Para inglês ver Tecnologia primitiva História já Do beliscão ao beijo: uma história dos gestos de amor Baile da Ilha Fiscal: confetes de luxo Donner Party: canibalismo na América? Dois mil anos no Tibete

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    Edição de Dezembro de 2003. "Alexandre, o maior" - Sempre interessante a biografia do macedônio, repleta de fatos curiosos, destacando-se a vitoriosa campanha militar no século III a.C, que em 11 anos se expandiu como uma das maiores da história. A reportagem conta um pouco disso, em fatos positivos e negativos de Alexandre. Entre os positivos, vitórias que o caracterizam como grande estrategista. Em sua determinação, transcendeu as fronteiras do império macedônio pela Grécia, Capadócia, Palestina, Mesopotâmia e Índia. Alexandre teve como tutor na adolescência a Aristóteles, era fã da Ilíada e se considerava descendente de Aquiles e Hércules (autopromoção). Seria sensacional se suas façanhas tivessem sido valorizadas em uma epopeia em seu tempo. Por que será que não aconteceu, sendo ele amante das artes? Histórias é que não faltaram. Vou deixar em registro uma batalha (não citada na revista) que vi outro dia em documentário, acontecida na região que corresponde hoje ao Irã. A Fortaleza Sogdiana era um dos locais mais inexpugnáveis e desafiadores, situada numa elevação de cerca de 900 metros. O líder Oxiartes tinha visão panorâmica da região, inviabilizando qualquer invasão com seus arqueiros. Alexandre, em sua postura dominante, enviou mensageiros intimando rendição, mas teve como resposta a zombaria de Oxiartes e seus soldados, desafiando os macedônios para que voassem até lá. Após muita zombaria, a estratégia para a vitória foi a seguinte: Alexandre convocou 300 dos melhores escaladores de seu exército (um devaneio a parte... esse número é lendário sobre grandes guerreiros, pois na história temos os 300 de Esparta e se, não conheces, biblicamente existiram também os 300 de Gideão) e escolheu a face mais íngreme para que escalassem, exatamente por parecer intransponível e assim ser menos vigiada. A subida durou mais de 24 horas, em que os escaladores tinham que dar um jeito de se esconder de dia no paredão e avançar apenas de noite, tateando no maior escuro, evitando barulho, com técnicas limitadíssimas, fome e peso extra de armas. A proposta era que chegassem em um ponto acima da fortaleza e, posicionados com suas armas, impressionarem os adversários como se de fato tivessem voado até lá (fator surpresa, que se não desse certo seriam mortos facilmente). O ato impactou os soldados de Oxiartes, que Alexandre calculara adeptos ao misticismo, enquanto o exército de Alexandre aproveitava o momento para invadir rapidamente através da rota normal de subida, ao ser avisado por seus escaladores através de aceno com panos. Foi uma vitória extraordinária, calculada em minúcias e que, de quebra, em outra estratégia, permitiu o casamento de Alexandre com Roxana, a filha de Oxiartes, que tinha fama de ser a mulher mais bela de toda aquela região. Fiquei muito impressionado com essa batalha, e foi apenas uma delas. Quanto aos determinados escaladores, a vitória custara a vida de 30 deles durante a perigosa subida. No ato sacrificial as quedas foram sem gritos, escutando-se apenas o choque dos corpos com as pedras, para não denunciar o plano. Eita! E não fizeram a epopeia... Nos pontos negativos, um dos defeitos de Alexandre e dos macedônios estava no fato de serem beberrões, de maneira diferente de outros gregos, o que levou Alexandre a atos que se arrependeria, como o assassinato de amigos no calor da bebida e o incêndio do palácio de Persépolis. Faltaram pontos polêmicos, como ter amantes masculinos, naquela cultura pervertida. Outra reportagem interessante foi sobre "Casanova" que, assim como Alexandre, foi também o maior conquistador da história, mas em outro campo... O sujeito era expert até no tipo de alimento e bebida que deveria usar para cada mulher (na sua avaliação) e era perito no conhecimento das vestes femininas (para se desvencilhar delas, o que não era fácil). Um ponto que explica seu sucesso era o fato de dar a elas o que desejavam intimamente, em um contexto em que as mulheres eram sujeitas a imposição e opressão dos homens. Algumas notas históricas: - Na seção "Um dia na história" mostraram como seria a absurda rotina de gastos que os nobres tinham no Palácio de Versalhes, antes da Revolução Francesa. Senti falta do Clero naquele meio, que não foi citado, mas tinham também sua cota. - "Para inglês ver" - foi mostrado a origem da expressão, sobre algo que só existe de aparência. O termo remete a lei imperial que proibia o trafico negreiro, no papel estabelecida por influência dos ingleses, mas não vista na prática (o Brasil vergonhosamente foi a última nação a abolir a escravidão nas Américas). - "Peru" - segundo o texto, o nome da nação vem de um erro de interpretação dos espanhóis. Ao perguntarem aos incas o nome da região, receberam como resposta "biru, biru" (algo como "não entendo").

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