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    O Passeio do cético - ou As Alamedas

    Diderot

    Martins Fontes
    2005
    173 páginas
    5h 46m
    ISBN-10: 8533620985
    Português Brasileiro
    4
    7 avaliações
    Leram1Lendo1Querem1Relendo2Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados1Avaliaram7

    Henri Lefebvre afirma que O Passeio do Cético é um diálogo a várias vozes, ou uma série de diálogos de Diderot consigo mesmo, entre Diderot e seu tempo, entre Diderot e as tendências contraditórias de seu tempo. E ele hesita, oscila entre elas. De confrontação em confrontação, a natureza perde pouco a pouco aos seus olhos a marca divina. Ela a perderá completamente no dia em que a natureza deixar de lhe aparecer como um mecanismo?. O passeio do cético, por si mesmo, convida à leitura, e pelo leque de temas filosóficos e a vivacidade com que os discute, convida também à leitura das obras posteriores do grande enciclopedista.

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    Marina Lima picture
    Marina Lima29/04/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Leitura muito agradável

    Mais leve do que se espera de um livro filosófico, tem um formato que me lembra um pouco da construção de fábulas, mas é um estilo narrativo bem próprio. Gostei bastante de ler e dei boas risadas com as analogias sempre muito inteligentes do autor. Li para faculdade mas gostei bastante, teria lido por conta própria, esse filósofo é ótimo.

    2 curtidas

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    Avaliações

    4 / 7
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas29%
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    • 1 estrelas0%
    Denis Diderot profile picture

    Denis Diderot

    Denis Diderot (Langres, 5 de Outubro[1] de 1713 — Paris, 31 de Julho de 1784) foi um filósofo e escritor francês. A primeira peça relevante da sua carreira literária é Lettres sur les aveugles a l’usage de ceux qui voient (Cartas sobre os cegos para uso por aqueles que veem), em que sintetiza a evolução do seu pensamento desde o deísmo até ao cepticismo e o materialismo ateu, tal obra culmina em sua prisão. Escreveu ainda Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers (Dicionário razoado das ciências, artes e ofícios). Mas a sua obra prima é a edição da Encyclopédie (1750-1772) onde reportou toda o conhecimento que a humanidade havia produzido até sua época. Demorou 21 anos para ser editada, e é composta por 28 volumes. Mesmo que na época o número de pessoas que sabia ler era pouco, ela foi vendida com sucesso. Denis conseguiu uma fortuna. Deu continuidade com empenho e entusiasmo apesar de alguma oposição da Igreja Católica e dos poderes estabelecidos. Escreveu também algumas outras peças teatrais de pouco êxito. Destacou-se particularmente nos romances, nos quais segue as normas dos humoristas ingleses, em especial de Sterne: A Religiosa, O Sobrinho de Rameau, Jacques, o fatalista e seu mestre. Escreveu vários artigos de crítica de arte. Foi um dos primeiros autores que fazem da literatura um ofício, mas sem esquecer jamais que era um filósofo. Preocupava-se sempre com a natureza do homem, a sua condição, os seus problemas morais e o sentido do destino. Admirador entusiasta da vida em todas as suas manifestações, Diderot não reduziu a moral e a estética à fisiologia, mas situou-as num contexto humano total, tanto emocional como racional. Seu pensamento sobre a nobreza e o clero se exprime na seguinte frase: "O homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre". Com essa frase, ele quis dizer que todos os governantes e os dogmáticos deveriam ser completamente derrubados, para a humanidade ser livre. Diderot é considerado por muitos um precursor da filosofia anarquista. Alguns estudiosos acreditam que, sob inspiração de sua obra, "A Religiosa", barbáries foram praticadas contra religiosos e freiras na Revolução Francesa de 1789 com o deturpado intuito de "protegê-los" contra os crimes praticados pela Santa Sé, há ainda um suposto dossiê encontrado por Georges May em 1954, que mostra a obra A religiosa como pura ficção e não um retrato da realidade.

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    Haute-Marne, França

    Denis Diderot