Diário de Tremembé - O Presídio dos Famosos - Histórias de vida e de morte que abalaram o país

    Acir Filló dos Santos

    Nova Brasil Esperança
    2019
    360 páginas
    12h 0m
    ISBN-10: 8554041003
    Português Brasileiro

    Concebido dentro do presídio mais famoso do Brasil pelo repórter, escritor e ex-prefeito Acir Filló, 46 anos, enquanto encontrava-se detido preventivamente, Diário de Tremembé - O Presídio dos Famosos (edição do autor) é um livro jornalístico que traz à tona, inéditos relatos sobre os midiáticos crimes protagonizados por Alexandre Nardoni, Lindemberg Alves, irmãos Cravinhos, Mizael Bispo, Gil Rugai, Guilherme Longo e outros não menos famosos, como Róger Abdelmassih. Em relação a este último caso, o autor, numa investigação digna de Hollywood, descortina a fraude perpetrada pelo ex-médico geneticista dentro do presídio, que o levou à prisão domiciliar. Abdelmassih foi condenado a 180 anos de prisão pelo estupro de 34 mulheres, suas pacientes. Ele só cumpriu 3 anos da pena. Outro personagem, o polêmico "operador" Paulo Vieira de Souza, fez retumbantes revelações sobre as obras do Rodoanel, estádio do Corinthians, dirigentes do PSDB e empreiteiras. Os relatos de Paulo Preto são estarrecedores. Além desses "ícones", o autor também entrevistou e conviveu com outros presos como Klinger de Oliveira (do caso Celso Daniel), Luiz Eduardo, irmão de José Dirceu, secretário Laurence Casagrande, o ex-juiz federal Rocha Mattos, Edinho (filho de Pelé), políticos e empresários.

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    Simone de Cássia  picture
    Simone de Cássia 01/09/2019Resenhou um livro
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    Não me passou credibilidade. Procurei ler sem opinião formada sobre nenhum dos casos citados, queria mesmo ver qual era o enfoque do autor. E achei das duas uma: ou Tremembé é um lugar ótimo de se viver e todos ali foram mal compreendidos ou o livro é uma maquiagem só... Pelas reportagens atuais sobre o livro ( que inclusive foi proibido de continuar sendo comercializado), alguns detentos ali citados se manifestaram contra sua publicação alegando que não concederam essas entrevistas e que as informações foram colhidas informalmente. O livro diz outra coisa, o autor dá sempre a entender que "foi ganhando a confiança " de A ou B e eles , então, decidiram falar. Outro ponto que me chamou a atenção é que todos são descritos como "pessoas tranquilas, trabalhadoras e cooperativas", nunca parecendo com aqueles descritos pela mídia como possíveis assassinos . Também achei estranho o fato de nunca haver nesse presídio nenhuma briga, nenhuma animosidade, nenhuma dificuldade de relacionamento de ninguém com ninguém... estranho, muito estranho... Enfim, não há muita novidade, os casos são os já conhecidos de todos nós, e a visão do autor não me convenceu. A impressão que fica é de ser apenas uma jogada de auto promoção.

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