Aventuras na História Nº 13 (Setembro de 2004) - O Verdadeiro Rei Arthur

    Editora Abril

    Abril
    2004
    70 páginas
    2h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Luz e sombra São Marcos? Ou seria Alexandre, o Grande? Jesuítas e índios: missões impossíveis Durante 140 anos, no sul do Brasil, índios guaranis e padres jesuítas viveram uma experiência utópica que terminou com o massacre de 100 mil índios em pleno século 17 Terrorismo, a ameaça final Diferenças ideológicas, religiosas e políticas sempre existiram. E muitas vezes acabaram em violência. Junte a isso intolerância e armas, muitas armas, e você terá uma ameaça explosiva. E fatal Ética de guerra Século 20 em conceitos A primeira mina terrestre explodiu há quase 150 anos Arthur, o herói da Bretanha No mundo real, o dono da lendária Excalibur não foi rei nem se reunia com seus cavaleiros em torno da távola redonda, mas organizou uma resistência sem precedentes contra os bárbaros que ameaçavam sua terra Direto da fonte Estrelando Marlon Brando... ... Como Marco Antônio, no principal filme sobre a República romana O cerco a Lampião Rasputin: louco e superdotado Pênis de 28,5 centímetros do monge russo vira atração de museu Xokleng, uma civilização perdida em Santa Catarina Presidentes suicidas Três mil anos de filosofia Relíquias da música brasileira Atlântida, a eterna busca Dinastias chinesas Dez fases da história da grande nação do Oriente Os chineses descobriram a América? Setembro na História Capa, miswak, Nicolau II A César o que é de César Cheio de nove-horas... Literatura engajada Grandes escritores sempre lutaram por justiça, igualdade e liberdade, certo? Nem todos. Alguns dos maiores nomes da literatura do século 20 abraçaram a causa errada e escolheram o lado escuro da força Vida por trás da ciência Anestesia Plantas venenosas, gases tóxicos, o frio e até mesmo estados de coma provocados de propósito já serviram para driblar a dor Liberdade, igualdade e conteúdo La Boca argentina Com as armas do passado O triste espetáculo da degola Cortar a cabeça do inimigo é o símbolo máximo de dominação República do Acre ... A Idade Média ibérica Três livros para entender... Intriga internacional

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    R .22/10/2018Resenhou um livro
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    Novamente gostei do infográfico, que dessa vez ilustrou algumas particularidades na morte de Lampião em 1938. Registre-se que a postura da revista, em tudo que li sobre o cangaceiro, sempre primou por descrever fatos, como o de ser bandido, assassino, estuprador, sequestrador e ladrão, ou seja, sem valorização de heroísmo como existe na visão popular alienada de quem adere a isso. No infográfico tem a ardil estratégia de Zé Sereno em escapar da chacina (mas não se descreve se foi bem sucedido ou não e fiquei curioso), o cangaceiro Luiz Pedro cumprindo a promessa à Lampião (morrendo junto, quando poderia ter escapado), a degola de Maria Bonita ainda viva, o duelo entre o policial Adrião e o cangaceiro Mergulhão (a única morte de policial no evento) e o desenlace com os cães do bando (algo que ainda não tinha pensado, referente à fidelidade aos donos, tentando proteger os corpos da degola, sendo também mortos). Será que tudo procede? No "Dito e Feito", a origem do termo "cheio de nove-horas", usado para indivíduos metódicos e formais. Vem do século 19, quando os cidadãos costumavam retirar-se para suas casas no respectivo horário. Existiram leis com essa determinação e a polícia agia com mais rigor. "Literatura engajada" aborda autores que apoiaram governos e líderes tiranos. O destaque foi para Jorge Amado, que teria sido simpatizante de Stálin e foi redator do jornal nazista Meio-Dia. Foram citados também o americano Ezra Pound (um dos maiores poetas do século 20, como anti-semita), o argentino Jorge Luis Borges (apoiador do governo militar em seu país) e Nelson Rodrigues (este em relato curioso, em que teria sido simpatizante dos presidentes militares, até descobrir que seu filho tinha sido preso e torturado, como tantos outros). Certamente devem existir outros exemplos e teve também o Monteiro Lobato que mesmo que não se declarasse (ou apenas reproduzisse contexto de época), na prática foi racista em muitas de suas obras. "Os chineses descobriram a América?" foi a reportagem que mais gostei nessa edição. Antes dos europeus, os asiáticos tinham tecnologia para chegar na América (fato) e há estudiosos (obviamente chineses) que dizem que passaram por aqui setenta anos antes de Colombo. Nos argumentos a favor, as super embarcações que tinham o dobro das naus europeias, o domínio de técnicas marítimas e desenvolvimento de instrumentos de navegação. Contra, o aspecto que é mais valorizado, nenhum registro documental. Usam entre os argumentos o fato de alguns mapas das Américas terem ilustrações de navios semelhantes aos chineses (tinha observado isso em alguns mapas antigos, mas restringia a um esmero na ilustração). De concreto, os chineses, segundo a reportagem, primavam por navegar sempre próximo a costa e apenas valorizando a busca de acordos comerciais que pudessem trazer vantagens. Muitos questionam os portugueses e espanhóis, mas sendo ou não eles os descobridores, foram os que desenvolveram políticas de colonização, enquanto qualquer outro descobridor, se teve, não deram o devido valor. Esse pensamento está na reportagem também... O texto sobre o terrorismo foi também interessante e o que me instigou foi a diferenciação na abordagem entre guerrilheiro e terrorista. Os primeiros teriam inimigo definido e suas ações, que poderiam ser tão violentas como dos terroristas, seriam direcionadas apenas aos inimigos definidos. Já os terroristas não teriam limites na ação e atingiriam indistintamente apenas para impactar e chamar a atenção para seus desígnios. Para mim são todos a mesma coisa. Seja Bin Laden ou Che são todos assassinos impulsivos. A reportagem de capa sobre o rei Arthur não me instigou e foi publicada por ocasião do lançamento de mais um filme sobre ele (que até hoje não assisti). Em linhas gerais, levanta hipóteses da verdadeira identidade, diferenciada das lendas.

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