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    A ideia de historia -

    R. G. Collingwood

    Presença
    1972
    406 páginas
    13h 32m
    ISBN-1: 0
    Português
    3.6
    7 avaliações
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    'A Ideia de História' foi originalmente publicado após a morte do autor, em 1946, depois de ter sido composto a partir dos manuscritos deixados por Collingwood. O seu espólio ainda permanece incompleto, uma vez que muitos documentos encontram-se hoje perdidos. Este trabalho examina como a idéia de história tem evoluído desde o tempo de Heródoto até ao século XX, no qual Collingwood partilha com o leitor a sua própria perspectiva sobre o que de fato é a História. Principiando pela análise das concepções teocráticas e mitológicas dos alvores da História, Collingwood oferece-nos em seguida um estudo rigoroso dos fundamentos da historiografia grega, romana, medieval, renascentista, iluminista, romântica e da história científica dos nossos dias. Deste último período, analisam-se o pensamento de Marx, Dilthey, Spengler, Bergson, Croce e outros.

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    Jhonathan William Heckler picture
    Jhonathan William Heckler25/12/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Muito bom! Já há melhores, mas bem atualzinho ainda

    A ideia de História, de R. G. Collingwood, é uma obra que redefine o que significa “fazer história” ao insistir que a História não é um simples acúmulo de fatos externos, mas um tipo específico de conhecimento que depende de compreender ações humanas a partir de suas intenções, razões e problemas. Collingwood critica a visão positivista que trata o historiador como um coletor neutro de dados e propõe que o passado só se torna historicamente inteligível quando o historiador reconstrói, com rigor, o pensamento que orientou os agentes históricos, “reencenando” mentalmente as perguntas, decisões e dilemas que deram forma aos acontecimentos; por isso, o foco não está em eventos como coisas brutas, mas em ações como expressões de pensamento em contexto. Nesse movimento, ele separa História de ciências naturais: enquanto estas buscam leis gerais e explicações causais repetíveis, a História trabalha com a singularidade e com a inteligibilidade do agir humano, tratando evidências como respostas a questões e não como “dados” que falam sozinhos. O livro também enfatiza o papel ativo do historiador na formulação de problemas, na crítica das fontes e na construção de explicações que fazem sentido dentro do horizonte mental dos sujeitos do passado, tornando a escrita da história uma prática intelectual de interpretação disciplinada, e não mera narração cronológica. No conjunto, Collingwood entrega uma teoria da História como ciência do humano, onde conhecer o passado é, antes de tudo, compreender pensamento em ação — e onde o método histórico é inseparável das perguntas que fazemos e das categorias com que organizamos a experiência histórica.

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    Robin George Collingwood profile picture

    Robin George Collingwood

    Robin George Collingwood (22 de fevereiro de 1889 – 9 de janeiro de 1943) foi um filósofo, historiador e arqueólogo britânico. Nomes como Benedetto Croce, Giovanni Gentile, Guido de Ruggiero foram influências fundamentais em sua formação acadêmica. Seu pai, W.G. Collingwood foi um proeminente arqueólogo e artista.

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    Lancashire, Reino Unido

    Robin George Collingwood