James Cunnington tem a missão de encontrar a filha de um suposto traidor que estava trabalhando para Napoleão. E embora seja evidente que o novo preceptor de seu filho adotivo tem algo a esconder, James não se dá conta de que a jovem por quem procura está morando sob seu teto...
Sim, é isso mesmo que vocês entenderam, Phillipa, a mocinha, fica mais de metade do livro se passando por homem bem debaixo do nariz do mocinho, que é justamente o ponto mais alto do livro. Dentre tantos livros clichês no gênero, esse é um que se destaca por originalidade. É meio forçado? Não há como negar, uma mulher se passando por homem, especialmente em 1813, e convencendo os outros disso, parece-me bem irreal.
No início, quando a trama introduz eu fiquei bem receosa, no desenvolver até gostei. Achei que podia ser encurtado, mas mesmo assim foi interessante. A relação da Phillipa com o Robbie, filho do James, nessa fase também é uma graça.
O cenário de fundo, envolvendo espionagem e mistérios, também é muito bom, sei que não são todos que gostam disso, mas eu gosto bastante e adorei ver as revelações.
Quanto ao casal, não deixa de ser intrigante pensar em como vai acontecer um casal heterossexual com a mulher se fazendo de homem, me lembrei um pouco de Mulan enquanto lia. James e Phillipa têm bastante química, mesmo com esse empecilho, só que assim... Teve uma cena realmente problemática, que não vou citar, mas que só está ali porque era Phillipa fazendo com James, eu fiquei imaginando o contrário, e se fosse... Bom, seria terrível. Parece que esse tipo de cena era comum nos livros de época antigos (aka Duque e Eu), não vou desqualificar o livro todo por causa disso, mas perde uns pontos, sem dúvidas.
A escrita da autora é excelente, adorei conhecer. É uma leitura que dá para ser feita rapidinho, tanto pelo tamanho quanto pela fluidez.
No fim, é uma obra com problemas, mas que eu adoraria ver sendo publicada por uma editora hoje em dia. Queria muito conhecer os outros livros da série.
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