Achei a proposta da HQ interessante, na questão de mostrar manipulação midiática, como teria ocorrido em relação à morte do Super-Homem. Toda tragédia é canalizada para ele, deixando em obscuro centenas de mortes associadas ao evento. E com um detalhe, ele não morreu, o que hipoteticamente transformava essa história em uma data de triunfo. Coisa para se refletir, mas a continuidade da história me pareceu muito tosca e não gostei. É interessante a discussão da representatividade do herói, que vai de triunfo heróico (midiaticamente) à símbolo de morte para aqueles que perderam entes queridos que não "retornaram" como ele. Até aí o olhar é instigante, mas a introdução de um tipo fantasmagórico demoníaco na narrativa, que causava destruições no presente, foi algo desnecessário e muito mal explicado. Estraga a história.
No final das contas, a provocação final da HQ ao leitor é o julgamento da questão, em se instigar midiaticamente ideais nobres ou valorizar-se a derrota e tragédia em uma sociedade combalida e afetada. Foi o que entendi.