Uma era recheada de oportunidades para nos sentirmos fracassados
Que vivemos em uma sociedade altamente individualista já é algo difícil de negar. Mas de onde vem esse nosso autocentramento (ou seria auto-obsessão?) e por que ele se tornou a regra no mundo ocidental? Isso é o que esse livro se propõe a esmiuçar. Fazendo uma viagem temporal, o autor mostra como nosso “self” (a maneira como o ocidental se vê e o que valoriza na vida) foi embebido em pensamento grego antigo, temperado com teologia cristã e azeitado pela psicologia humanista até ser cozido pelo capitalismo neoliberal e servido nas redes sociais criadas no Vale do Silício. A obra vai bem fundo na filosofia da mente e psicologia humana (a discussão sobre autoestima é particularmente interessante) e dá uma boa chacoalhada em nossos valores sociais e na própria noção de indivíduo - o que nem sempre é fácil de digerir. Das “pedradas” que o autor desfere, certamente alguma vai te atingir.
