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    A Besta Humana (Clássicos de Bolso) - La Bête humaine

    Émile Zola

    Ediouro / Tecnoprint Gráfica Editora S. A.
    2006
    164 páginas
    5h 28m
    ISBN-10: 850061868X
    Português Brasileiro
    4.2
    611 avaliações
    Leram871Lendo52Querem1670Relendo1Abandonos29Resenhas71
    Favoritos8Desejados1670Avaliaram611

    Roubaud, brutal e ciumento, casa-se com Severine. Ao descobrir que ela o enganara antes do casamento, mata o homem que abusara de sua jovem esposa. Escapa da justiça e as suspeitas recaem sobre Cabuche, bode-expiatório dos crimes da região. Um novo personagem entra em cena e transforma a situação. ==== https://pt.m.wikipedia.org/wiki/A_Besta_Humana ==== Émile Zola (1840-1902) foi um escritor e jornalista francês de grande sucesso. Criador e maior representante do naturalismo na França, Zola Lançou o movimento chamado "romance experimental", que almejava obras que influenciassem e modificassem a sociedade. A obra A Besta Humana faz parte de uma história maior chamada "Les Rougon-Macquart" e composta de vinte romances interligados que tratam da condição humana, sendo A Besta Humana o 17⁰ Livro. Originalmente planejado para ser dois romances, um sobre ferrovias e o outro sobre um homem destinado pela hereditariedade a se tornar assassino, a Besta Humana é uma obra incomum, perturbadora e memorável, sendo presença constante nas listas das melhores obras literárias, como é caso da famosa coletânea: "501 Livros que Merecem ser Lidos" e 1001 Livros para ler antes de morrer".

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    Resenhas (71)Ver mais
    Rosangela Max picture
    Rosangela Max18/06/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma escrita maravilhosa em um enredo forte.

    Admiro o talento do autor em desenvolver uma história intensa, apresentando-a em um ritmo de lento desenrolar. Há muito o que falar sobre esse livro, mas o que me marcou foi a tentativa de colocar a personagem feminina principal como a causadora de tudo, simplesmente por ser uma mulher bonita e de aspecto frágil, capaz de despertar profundas paixões. Isso é um grande engano! O que a história retrata, na verdade, é o homem como vítima da luxúria, ciúme, cobiça, orgulho, desejos carnais e instintos violentos. A figura da mulher acaba agindo apenas como um bode expiatório, e não como a fonte principal de motivação. É uma história intrigante que vale muito a pena ser lida. Recomendo a leitura.

    99 curtidas

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    4.2 / 611
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas2%
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    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola profile picture

    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola

    Émile Zola nasceu na capital francesa. Filho do engenheiro François Zola e sua esposa Émilie Aubert, cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon (atualmente conhecido como Collège Mignet) e, aos dezoito anos, retorna a Paris para estudar no Lycée Saint-Louis. Devido às complicações financeiras por que passou após a morte do pai, Zola é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência. Inicia-se no ramo jornalístico escrevendo colunas para os jornais Cartier de Villemessant's e Controversial. Suas colunas não poupavam críticas severas a Napoleão III - (...) meu trabalho torna-se a imagem de um reinado partido, de um estranho período de loucura e vergonha humanas - e à Igreja - A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre. A obra de caráter autobiográfico La Confession de Claude (1865), um dos primeiros trabalhos publicados por Zola, atraiu atenção negativa da crítica especializada. O ainda mais criticado Thérèse Raquin, romance lançado no ano seguinte, apresentou uma abordagem inovadora em sua concepção: inspirado pelos estudos científicos da época, Zola propõe não um simples romance, mas uma análise científica pormenorizada do ser humano, da moral e da sociedade. Thérèse Raquin tornou-se, portanto, marco inicial de um novo movimento literário, oriundo da análise científica e experimental do ser humano: o Naturalismo. Em vida, Zola também demonstrou elevado engajamento político. Certamente, seu trabalho de maior influência política foi a carta aberta intitulada J'acccuse (Acuso), destinada ao então-presidente da França Félix Faure. A carta, publicada na primeira página do jornal parisiense L'Aurore em 13 de janeiro de 1898, acusou o governo francês de anti-semitismo por julgar e condenar precipitadamente o capitão Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês, por traição em 1894. Émile Zola faleceu em 29 de setembro de 1902 em sua casa em Paris devido à inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma lareira defeituosa; alguns estudiosos, em razão das misteriosas circunstâncias do ocorrido, não descartam a hipótese de homicídio

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