Só uma Noite, Markovitch (Romance Gradiva #165) -

    Ayelet Gundar-Goshen

    Gradiva
    2017
    392 páginas
    13h 4m
    ISBN-13: 9789896167431
    Português

    Nas vésperas da Segunda Guerra Mundial, parte de Israel para a Europa um barco com vinte jovens. Do lado de lá do mar esperam-nos vinte mulheres jovens que eles nunca viram. Objectivo: um casamento fictício, que permita às mulheres fugir da Europa e emigrar para Israel. Mas quando Yaakov Markovitch, um homem banal segundo a opinião geral, se vê casado com Bela Zeigerman, a mulher mais bela que jamais viu, o caso complica-se. Uma Noite, Markovitch surpreende pela inteligência da sua estrutura e pela originalidade do seu estilo. Trata-se de um romance exuberante, rico e colorido, que retrata um dos episódios mais fascinantes deste país. Factos históricos e ficção corrosiva misturam-se sem distinção: dirigentes sionistas fazem amor com mulheres cuja pele exala o aroma da laranja e comandantes arrojados conquistam fortalezas esplêndidas com a ajuda de batoteiros e bêbados. Alguns terão o seu nome numa rua apinhada num bairro ruidoso, outros dormitarão em silêncio por entre as páginas da História. E, entre eles, Yaakov Markovitch agarra-se à linda Bela e não a larga.

    Edições (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (5)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (110)Ver mais
    Bookster Pedro Pacifico picture
    Bookster Pedro Pacifico11/04/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma noite, Markovitch, de Ayelet Gundar-Goshen

    Literatura israelense contemporânea. Obra premiada. Toques de realismo fantástico. Contexto histórico envolvendo a Segunda Guerra Mundial e a Guerra de libertação de Israel. Não preciso nem dizer que eu comecei essa leitura com uma baita expectativa, já que ela reúne várias características que adoro em uma só obra. É verdade que as primeiras 50 páginas não me pegaram muito. No entanto, ainda no começo há uma reviravolta na história e o ritmo da leitura me prendeu. Os personagens são bem construídos e o enredo foi gostoso de ler. Senti como se estivesse acompanhando uma boa novela, com vários núcleos narrativos que se ligam por meio de romances, brigas, revoltas e, até mesmo, solidão. Uma solidão que conecta… Isso é possível? O personagem que dá nome ao livro é Markovitch, um jovem sem graça, daqueles que não se destacam por coisa alguma. Markovitch mora em uma colônia, administrada por uma organização que luta pelo estabelecimento do Estado de Israel. A sua vida começa a tomar um rumo diferente quando, para ajudar o seu amigo a fugir de uma encrenca, é mandado para a Europa, onde conheceria sua futura e temporária esposa. Temporária porque ele deveria se casar com uma judia para ajudá-la a fugir do nazismo. A mulher, Bela, é uma jovem linda, que atrai a atenção de todos ao seu redor. E isso talvez a tenha prejudicado, já que, ao invés de receber o divórcio assim que chegasse ao outro continente, Markovitch surpreende a todos e se recusa a deixar Bela ir. Portanto, a personagem se torna prisioneira de um relacionamento cujo objetivo era justamente o de libertá-la. A atitude de Markovitch revolta qualquer leitor, mas o que mais me surpreendeu é a forma como a autora consegue, no decorrer das páginas, despertar um tipo de compaixão do leitor para com o personagem. Daí em diante, muita coisa acontece, enquanto os conflitos externos às vidas dos personagens continuam a todo vapor. São muitos temas abordados pela autora. O trauma e a solidão são, na minha opinião, os pontos mais fortes e capazes de fazer o leitor refletir. Para mim, um livro marcante e que merece ser recomendado! Nota 9/10

    102 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 654
    • 5 estrelas39%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas16%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%