Confesso que quando comecei a ler esse livro por momentos tive receio que pela primeira vez eu fosse ficar decepcionada com essa diva chamada Sandra Canfield. Mas a verdade é que essa história linda foi me conquistando e envolvendo mais e mais a cada parágrafo. O final é maravilhoso e Sandra Canfield definitivamente mora no meu coração e ocupa um lugar de honra ao lado de Judith McNaught!
Quanto à história, ela faz parte de uma série escrita por várias autoras, que segundo eu apurei tem 7 livros, 4 dos quais dedicados às 4 irmãs, Mariah, Jo, Éden e Tess. Esse é o primeiro livro da série.
Mariah, 25 anos, é a caçula da família e a mais rebelde das irmãs. Ela vive viajando pelo mundo feito uma cigana, se dizendo livre como o vento. Jamais alguém ganhou seu coração ou conseguiu prendê-la a um lugar. Mas no fundo Mariah não é livre, não. Mariah vive presa a seus medos e mágoas do passado e por isso vive fugindo. Fugindo de todo o mundo, mas fugindo sobretudo de si mesma. Ela não pára muito para pensar. Prefere viver perigosamente e desafiar a vida. Tudo porque ela acha que não é merecedora de ter uma longa vida e nem de conhecer o amor. Sua mãe morreu ao dá-la à luz e seu pai nunca mais foi o mesmo. Ela se culpa e acredita que o pai tb sempre a culpou e jamais a amou como amou suas irmãs.
A história começa com Mariah voltando a casa para o enterro do pai. Mas num ato de covardia ela perde de propósito o voo e quando chega ao vilarejo o pai já foi enterrado. Então ela decide entrar no barzinho local e apanha sua primeira bebedeira. Quem vai buscá-la é o reverendo (que tb é psicólogo), amigo de suas irmãs, e que ela ainda não conhece. Aliás ela nem sonha que aquele pedaço de mau caminho é um pastor. Tb não a recrimino por ao conhecê-lo ela chamá-lo de "sexy" e ficar com as suas estruturas completamente abaladas. Afinal que pastor é esse, minha gente? ele é pecaminosamente atraente, jovem, musculoso, usa calça jeans colante, tem olhos cor de uísque e é dono de um sorriso matador! Antes que vcs começam a julgá-lo... ele é um pastor protestante, que não fez voto de castidade e que, sim... pode se casar. rsrs
Será que Ford vai conseguir domar essa ventania chamada Mariah??
Eu adorei o atrevimento da Mariah, que rouba um beijo ao pastor poucas horas depois de o conhecer. O coitado vive num sofrimento de dar dó o livro todo. É muito fofo o relacionamento deles. Eles realmente se merecem pois são dois personagens maravilhosos.
A história é tão bonita, tão bem escrita, cheia de diálogos espirituosos e mensagens nas entrelinhas que faz a gente ir ficando cada vez mais presa à leitura. Eu li o livro de uma rajada só!
Registo apenas, para abrir o apetite, algumas passagens que eu simplesmente amei:
<b>
— Não dói fazer tantos furos na orelha? — ele murmurou, sem parar de acariciá-la.
— Dói um pouco. Mas tudo na vida dói um pouco, não é? Nascer dói, morrer dói, amar dói, ser amada dói, não ser amada também dói. Até mesmo o sexo é dor e prazer, certo?
Ford não disse nada. Apenas prestava atenção nela e em cada palavra que pronunciava. O psicólogo estava impressionado pela filosofia de suas ideias; o homem, pelo calor de sua pele.
— Veja, por exemplo, sua mão em minha orelha — ela prosseguiu. — O prazer é tão agudo que chega a doer. Mas, se você afastar a mão, vai doer mais ainda. </b>
<b>
— Ford?
— Hum? — O relógio marcava duas horas e quarenta minutos.
— Antes desta noite, eu não tinha certeza se existia um Deus.
— E o que a fez mudar de ideia?
— Quando você me toca, eu o sinto.</b>
<b>
— Eu te amo. Nenhuma fuga vai fazê-la escapar deste fato. Eu... te... amo. Agora e para sempre.
— Ford, não...
— Basta um telefonema para me alcançar. Ligue a cobrar. Dia ou noite.
Mariah já não conseguia conter as lágrimas que se juntavam nos cantos dos olhos.
— Encontre alguém que mereça...
— E, quando cansar de fugir, quando não houver mais lugar para se esconder, vou estar aqui à sua espera. </b>
<b>Ele a beijou. Suave como a neve caindo, como chuva molhando colinas floridas. E, para surpresa de Mariah, a ternura dos lábios de Ford sobre os seus era mais devastadora do que qualquer arroubo de paixão. </b>