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    Filho é bom mas dura muito -

    Mario Prata

    Maltese
    1995
    111 páginas
    3h 42m
    ISBN-10: 1111111111
    Português Brasileiro
    3.5
    6 avaliações
    Leram28Lendo1Querem18Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos0Desejados18Avaliaram6

    Mario Prata será um grande escritor. É o que dizia dona Clara, clarividente professora do Grupo Escolar. Há de ter moleque pelo interior lendo este livro e pensando se um dia não vai escrever tão bem quanto ele.

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    Henrique Luiz Fendrich picture
    Henrique Luiz Fendrich08/09/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Mario Prata no tempo de Itamar

    Não é de se admirar que Antonio Prata seja hoje um dos principais nomes no gênero da crônica. Há uma explicação genética, pois há muito tempo o seu pai Mario Prata é um dos nossos melhores cronistas. “Filho é bom, mas dura muito“, um dos livros do velho Prata, é um bom exemplo daquilo que a família é capaz de produzir no gênero. Divertido e provocador já a partir do título, o livro reúne textos escritos por Mario nos anos de 1993 e 1994. É curioso observar as impressões do cronista diante de um Brasil que tinha o Itamar Franco como presidente e de uma Seleção Brasileira que estava prestes a ganhar o Tetracampeonato Mundial. Aliás, as crônicas sobre a Copa de 94 são um ponto alto do livro, pois Mario viajou até os Estados Unidos para acompanhar os jogos e pôde presenciar alguns inusitados episódios envolvendo torcedores brasileiros na terra do Tio Sam. Também é interessante observar como Mario Prata faz comparações entre passado e presente (no caso, um presente que já é passado há 25 anos). São basicamente as diferenças entre duas épocas que geram crônicas engraçadas como “Antigamente mentia-se de mentirinha”, “Já não há mais ladrões como antigamente”, “O que era pecado ontem, ainda é?”, “O soluço já foi solucionado” e “Saudades do banheiro”. A distância no tempo desde o momento da escrita permite ver em que medida situações do nosso dia-a-dia mudaram (ou não). Mas não é apenas do passado que Mario tira inspiração. O cronista também gosta de fazer suposições absurdas do futuro, tendo em vista as tendências que observa no presente. Entre os exemplos desta categoria está “Paris, Maio de 98″, em que o cronista escreve, com 4 anos de antecedência, quem serão os convocados para a Copa da França. Há ainda textos hilários como "Em se multando, tudo dá”, “Faça logo um seguro contra corno”, “Procura-se patroa com experiência” e “Quem ganhou? Brasil ou Uruguai?”, todos nascido desta mesma perplexidade diante de uma vida presente cada vez mais surpreendente. Algumas das crônicas são pura piada do começo ao fim, como “Curso de Inglês para Portugueses”, “Em se falando, tudo dá”, “Frases originais de um fim de ano” e “Para quem gosta de ser chateado”, mas todas elas revelam um escritor bastante atento ao que acontece ao redor e que sabe que, às vezes, as coisas não podem ser levadas tão a sério. Nem ele próprio, volta e meia vítima de auto-ironia. É interessante a organização das crônicas, pois estão todas em ordem alfabética e muitas terminam com um mote para a seguinte. No geral, é o texto rápido e divertido como de costume em se tratando de Mario Prata.

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    3.5 / 6
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas33%
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    • 1 estrelas0%
    Mario Alberto Campos de Morais Prata profile picture

    Mario Alberto Campos de Morais Prata

    Foi criado em Lins, interior de SP. Com 10 anos de idade já escrevia "numa velha Remington no laboratório de meu pai crônicas horríveis, geralmente pregando a liberdade e duvidando da existência de Deus"; era o redator do jornalzinho de sua classe na escola. Com 14 anos começou a escrever a coluna social na Gazeta de Lins, com o pseudônimo de Franco Abbiazzi.Na década de 60 cursou Economia na U.S.P. Escreveu, semanalmente, na revista "Época" e no jornal "O Estado de São Paulo" por vários anos.

    37 Livros
    145 Seguidores
    MG, Brasil

    Mario Alberto Campos de Morais Prata