Hélio Strassburger
Flávio Sobreiro compartilha sua poética pelos recantos da palavra escrita. Sua semiose possui o estilo dos tempos, de uma brisa suave, alma indicando horizontes de sobrevoo por onde acolhe, abraça, reinventa a vida em versos.
Flávio Sobreiro apresenta fenômenos que restariam indizíveis, não fora sua sensibilidade intuitiva a retirá-las das brumas desconhecidas. Assim o aroma dos campos, as flores multicoloridas, o sol aquecendo os dias, a lua encantando as noites descreve as dialéticas do seu jardim.
Flávio Sobreiro é presente ao ser redescoberta dos dialetos de raridade. Sua poesia oferece sensações e percepções de transcendência. Sua vocação espiritual, filosófica, transborda representações de fé, esperança, amor.
Flávio Sobreiro reescreve o cotidiano numa interseção fantástica com os instantes de viver, conviver. Esboça caminhos desconsiderados, tratando para que a vida continue a florescer sob seus cuidados.
Flávio Sobreiro não cabe num só papel existencial: padre, poeta, filósofo, se atribui outras buscas, deslocamentos por este vasto mundo. Em seu olhar de escuta amorosa para com o outro, oferece generosamente a semeadura das boas coisas.
Flávio Sobreiro acolhe a alma passageira no instante de movimentos quase imperceptíveis. Sua poética acontece na objetividade das traduções, reconhece entrelinhas para descrever signos de novidade. Apresenta um desses lugares que restaria indefinível, não fora seu traço na forma de poesia.
Flávio Sobreiro transborda sua estética em versos, esboça invisibilidades, anuncia recomeços de onde nada mais se esperava. Sua sensibilidade aflora nas poéticas da singularidade. Em sua escrita a gentileza inesperada dos eventos sem nome aponta uma das fontes por onde a natureza oferece seu melhor.
Sejam muito bem-vindos a esses versos do poeta!