Sinto que Ibsen aqui trata de forma metafórica de sua própria relação com o público e com as pessoas (principalmente mulheres) que inspiraram suas obras.
Durante o longo diálogo do arquiteto de meia idade, Halvard Solness, com a jovem Hilda Wangel, Solness, antes constantemente preocupado com a possibilidade de ser substituído pela geração mais nova, consegue, ao final, reconciliar seus fantasmas do passado e agonias do presente.
Sinto que o autor está falando sobre seus próprios temores, sobre sua própria vontade de não ser esquecido, sobre sua própria jornada como artista, tendo que abdicar de várias coisas em nome de seu trabalho, e talvez refletindo (como todos nós faremos quando certa idade chegar) se o caminho que escolheu realmente valeu a pena.
The Master Builder é um bonito drama poético, representando a desconstrução total e radical de uma personagem, de um artista, que todos juravam conhecer muito, mas de quem na verdade não sabiam nada.