O fim da Saga dos Crighton, e se você chegou até aqui merece uma abraço e um tapinha nas costas.
Penny Jordan é uma escritora meio ambivalente... ela obviamente caiu de sola no gênero bodice-ripper, mas não consegue se controlar e volta e meia escreve algo bom - como o primeiro número da série - e depois tenta compensar e oferecer algo mais light nos próximos.
O resultado dessa odisseia são vários números que tentam oferecer uma ou outra história, mas que mal dão para encher as páginas. Pense nisso como o esqueleto de um peixe, a espinha é forte mas as ramificações são fracas e inconsistentes.
Você pode estar pensando... não estamos querendo exigir demais desse gênero? A resposta é não, há muitas sagas semelhantes a essa que dão um show, por exemplo, a Saga da Família MacGregor, de Nora Roberts.
O que aconteceu de errado aqui é que a autora tentou entremear as histórias, mas não conseguiu equilibrar o nível. Assim, dá para separar apenas meia dúzia de eventos interessantes e um ou dois volumes que salvam.
Recomeçar - o último volume da saga é talvez o mais fraco dos exemplares, pelo simples motivo que a autora teve que fechar todas as pontas soltas e tentar dar um fim consistente para a série, mantendo o foco principal dos romances bodice-rippers: o casalzinho "caliente".
O problema é que Caspar e Olivia estão passando por uma crise conjugal que foi sendo construída ao longo da série (ponto para autora), mas o livro mostra uma reconciliação superficial que não se sustenta para quem acompanha desde o início.