Achei a HQ confusa e deveriam ter preservado o nome do romance inspirador (Um conto de duas cidades).
A história é uma ilustração da Revolução Francesa, evidenciando: fatos que a antecederam, a revolta popular e o governo estabelecido com extrema intolerância a tudo que desencadeara a revolução.
O desenrolar não se propõem em ser fiel e didático à História, mas tudo que foi mostrado reflete os momentos anteriormente referenciados sobre a Revolução Francesa.
Em termos gerais, destaque para Madame Defarge (uma líder popular ultraradical, movida por insatisfação e ódio no que julgava como justiça); Evremonde e Manette (nobres que destoavam do contexto de vivência nas regalias e injustiça social, conforme o que se estabelecia).
No que percebi, o autor pareceu instigar o leitor sobre a visão da justiça, não se prendendo no que era preconizado. Evremonde e Manette eram de famílias abastadas e cruéis, mas não tinham essa vivência, e Madame Defarge, representante da justiça, era pra lá de criminosa em ações arbitrárias.
A obra não se resume a isso, mas são aspectos notórios, o que ficou explícito para mim na leitura dessa HQ.
Apesar de já ter lido o romance, não lembro de quase nada, faz tempo, e por isso a confusão na leitura. É uma história densa, com muitas personagens para poucas páginas da HQ.