Devils (Alma Classics) -

    Fyodor Dostoevsky

    Alma Books
    2018
    768 páginas
    1d 1h 36m
    ISBN-13: 9781847496416

    As ideological ferment grips Russia, a small group of revolutionaries, led by Pyotr Verkhovensky and inspired by Nikolai Stavrogin, plan to spread destruction and anarchy throughout the country. Morally bankrupt, they are prepared to use whatever means necessary to achieve their goal, including murder and incitement to suicide. But when they are forced to test the limits of their doctrine and kill one of their own to secure the secrecy of their mission, the ragtag group breaks up in mutual recrimination. Devils is at once a compelling political statement and a study of atheism and its calamitous effect on a country that is teetering on the edge of an abyss. Seen as Dostoevsky’s most powerful indictment of man’s propensity to violence, this darkly humorous work, shot through with grotesque comedy, is presented here in Roger Cockrell’s masterful new translation.

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    Cami Cami26/09/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Sentimentos mistos

    Nunca uma obra me deu tanto sentimentos mistos quanto Demônios. O livro apresenta uma crítica válida ao excesso de ideologia. Uma perspectiva interessante quanto às potenciais consequências do niilismo. O livro é engraçado e tem personagens extremamente interessantes. Mas nunca uma obra de Dostoiévski foi tão explicitamente reflexo da eslavofilia do autor. Sinto que isso afetou bastante o enredo e, em muitos momentos, tornou Demônios mais panfletário que literário — destruindo a possibilidade de nuance que teria elevado esse livro para a completa grandiosidade. Irmãos Karamazov é seu magnum-opus por vários motivos, mas também por não temer em criticar o seu próprio lado com fortes argumentos. Em Demônios, porém, sinto que a voz opositora foi bastante caricaturada e vilanizada. Focando demais em representar o pior de seus inimigos ideológicos, Dostoiévski falhou em representar como o mesmo excesso de ideologia pode causar consequências semelhantes para o seu próprio lado. Focando demais em defender o status-quo, Dostoiévski falhou em perceber que o maior responsável pela 'degeneração da sociedade russa' foi esse próprio status-quo. O livro continua sendo bom, não me entenda mal. Mas é frustrante o quão bom o seu olho esquerdo é, enquanto seu olho direito é completamente cego. Definitivamente vou continuar pensando nele como uma pedra no meu sapato, mas podia ter sido melhor.

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