O enredo misterioso da obra que vale a leitura e a releitura, Há um processo imantado que prende o leitor em duplo movimento: retroceder, para conferir e sublinhar informações, e antecipar fatos, tentando a largueza da interpretação, em confronto com a conjuntura dos fatos da época. Mas o texto diz-se ficcional (e adverte, ambiguamente: Qualquer semelhança com fatos e pessoas é mera coincidência ou puramente intencional). E acrescenta, compartilhando de Maria Helena Schwartz, ela também uma criação literária: "Isto não é literatura. Isso é jornalismo lírico".

