Frank é um cidadão americano, com descendentes coreanos. Que mudaram de continente para investir em negócios próprios e para que seus filhos atinjam os melhores rankings de notas em faculdade e se tornem profissionais exemplares.
Hanna, a filha mais velha, seguiu todo o roteiro. Melhor aluna, notas máximas, bolsa para Harvard, emprego dos sonhos, mas, perdeu o amor de seus pais por ter manchado a descendência coreana, quando se apaixonou por um jovem negro e o assumiu como namorado.
Frank ficou horrorizado pelo racismo pregado por seus pais, que carrega uma onda imensa de xenofobia e orgulho. O garoto, que cresceu falando em inglês, não tem muito afeto pelos pais e nem pode criar laços mais profundos, porque os mesmos falam coreano e conhecem pouco o idioma do país em que vivem. Mas sabem o suficiente para exigirem notas perfeitas e impor tabus sobre qualquer outra sociedade que não seja coreana.
E é no começo deste livro, que Frank se vê enrascado, quando descobre que está apaixonado por Brit Means. Uma garota branca sul-americana que seus pais renegariam de todas as formas possíveis. E para continuar florescendo esse amor por Brit e conseguir encontrá-la, Frank e sua amiga Joy, forjam um relacionamento para que ambos possam ser livres.
Esse livro me fez chorar nas quatro primeiras páginas de tanta angústia que senti por Hanna, e toda a pressão psicológica em cima de Frank. Q é outro personagem que tive vontade de proteger do mundo inteiro.
Eu amei o livro e acho que David Yoon fez uma estréia incrível na literatura.
Fofo, acolhedor e drasticamente real.