Cleópatra -

    Christian-Georges Schwentzel

    L&PM Editores
    2009
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788525418289
    Português Brasileiro

    Cleópatra subiu ao trono com dezoito anos e se transformou numa das figuras mais célebres da Antigüidade, juntamente com Alexandre Magno e Júlio César. Sétima rainha com esse nome, teve que desposar seu irmão, Ptolomeu, então com dez anos de idade, para honrar a vontade do defunto rei, seu pai. Baseando-se nas recentes descobertas arqueológicas em Alexandria e na totalidade de documentos relativos à rainha do Egito (entre fontes literárias, papiros, moedas e esculturas da época), esta obra aborda Cleópatra para além do mito e traça um quadro completo do Egito antigo. Nada fica de fora, inclusive as várias versões sobre o polêmico suicídio da ambiciosa e sedutora soberana.

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    Daniele Vieira19/08/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Eu sou muito fã de história antiga, acho as civilizações, os acontecimentos e os personagens do período muito fascinante, e Cleópatra é um desses personagens icônicos, ganhando até mesmo status de mito. O livro começa mostrando a conquista do Egito e a fundação de Alexandria, por Alexandre o Grande, depois da morte do macedônio, seus generais dividem o reino entre si, cabendo a Ptolomeu o Egito, assim formou a Dinastia Ptolomaica. Com o decorre dos séculos os Ptolomeus foram se encrencando cada vez mais, e dependendo da ‘proteção’ dos Romanos, e assim chegamos ao reinado de nossa Cleópatra, a sétima que leva esse nome. “Cleópatra, sétima rainha com esse nome, subiu ao trono em 51 a.C. Tinha dezoito anos de idade. Seguindo o costume dinástico e a vontade do rei defunto, expressa por testamento, ela desposou seu irmão Ptolomeu XIII, de dez anos de idade. O novo casal real foi divinizado sob o nome theói philopatores, ou “deuses que amam seu pai”.” O reinado de Cleópatra já começa problemático, com uma jogada política Cleópatra com 18 anos se vê casada com o irmão de 10. Ela, esperta, resolveu governar como se fosse a única soberana, mas sabe como são as línguas de cobra envenenando a cabeça do irmão, e quando Ptolomeu XIII chega a maioridade trata logo de expulsar a irmã, e assim mais uma vez o Egito ferve, e lá está Roma para ‘mediar’ conflito entre os irmãos. É assim que Cleópatra e Cesar se encontram. Mesmo com toda a campanha de difamação de Otávio, o imperador que sucedeu Julio Cesar, contra Cleópatra, não tem como negar que ela era extremamente inteligente, e sabia jogar o “jogo dos tronos” como ninguém. Tratou de fazer um filho de Cesar, que poderia ser o futuro Consul, se não fosse a morte prematura de Cesar. Mandou matar seus inimigos, incluindo irmãos. Conquistou o grande general Antônio, que tinha um trato com Otávio, em que um governava a Europa e Antônio, a Asia. Sob a proteção de Antônio, Cleópatra vislumbrou um futuro glorioso para si e seus filhos, conseguiu Antônio lhe cedesse territórios e fazer seus filhos reis neles, isso tudo só fez crescer o ódio de Otávio que iniciou uma guerra de propaganda contra Antônio. Depois de conhecer alguns fatos sobre a vida e morte da mítica rainha, o autor fala um puco do Egito e da corte na época, são várias curiosidade, por exemplo, todos os relatos sobre Cleópatra fala da ostentação da rainha, e isso tem a ver com o fato dos Faraós serem vistos com deuses por seus súditos, e a suntuosidade faz parte da credibilidade do governante. “As grandiosas cerimônias e as encenações destinadas a impressionar a imaginação popular são a conseqüência direta desse comportamento “inimitável” da rainha. Cleópatra não podia apresentar-se aos olhos dos súditos vestida de maneira simples; ela perderia toda a credibilidade. A monarquia lagida, transformada em verdadeira “monarquia-espetáculo”, devia, a todo momento, manter seus súditos na expectativa, na admiração e no respeito através de imponentes demonstrações de grandeza e de poderio. Cleópatra, atriz da própria função real, produz-se como “vedete”, empregando eventualmente os filhos como figurantes.” Gostei muito do livro, como disse lá no começo, adoro tudo isso, As expedições romanas, o Egito, Cleópatra, Otávio. Fiquei louca para pesquisar os locais, pessoas, e fatos que o livro cita, e é claro que pesquisei. O Autor cita vários autores da época tentando filtrar os fatos da propaganda otaviana, e também da o contexto da época, então vemos falar muito de Antônio, mas se não fosse assim acho que ficaria perdida. Infelizmente o livro não é para todos, então para quem gosta de História, contada de jeito mais histórico/biográfico, vais gostar bastante.

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