Escritor por escritor: Machado de Assis segundo seus pares (1908-1939) -

    Hélio de Seixas Guimarães, Ieda Lebensztayn

    Imprensa Oficial
    2018
    402 páginas
    13h 24m
    ISBN-13: 9788540101654
    Português Brasileiro

    Como os escritores, tanto aqueles que viveram na sua luz, ou à sua sombra, viram Machado de Assis? Polido, simpático até, sempre a sorrir, mas "pouco íntimo com os íntimos", Machado em geral mascarava sua total descrença, seus verdadeiros sentimentos. Este livro reúne memórias e visões que nos deixam ver um pouco do escritor e do homem. Assistimos a Carlos de Laet presenciando um ataque epilético em plena rua Gonçalves Dias; conhecemos as lembranças, obsessivamente modestas, de Mário de Alencar, seu amigo nos últimos anos; e vemos Araripe Júnior, que acusou a falta do "odor di femmina" em Sofia Palha, de Quincas Borba, lembrar-se de Machado soltando as rédeas, num instante de raiva desiludida: "Tudo. meu amigo, tudo. Menos viver como um perpétuo empulhado. " Estes artigos e crônicas, e também alguns poemas e cartas, reunidos numa extensa pesquisa realizada em arquivos do Rio e de São Paulo, são poucos conhecidos e difíceis de localizar. Neste primeiro volume, eles nos levam da morte do escritor em 1908 até 1939, o centenário do seu nascimento, com destaque para três artigos brilhantes de Mário de Andrade, que, como nos revela em carta, lhe custaram muito a escrever. É um livro indispensável, de referência obrigatória e que faz pensar. Não só para entender o lugar do maior escritor brasileiro na sua cultura, mas para apreciar o homem Machado de Assis. - John Gledson.

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    Biblioteca Pública Municipal Álvaro Guerra08/03/2025Resenhou um livro
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    Como os escritores, tanto aqueles que viveram na sua luz, ou à sua sombra, viram Machado de Assis? Polido, simpático até, sempre a sorrir, mas "pouco íntimo com os íntimos", Machado em geral mascarava sua total descrença, seus verdadeiros sentimentos. Este livro reúne memórias e visões que nos deixam ver um pouco do escritor e do homem. Assistimos a Carlos de Laet presenciando um ataque epilético em plena rua Gonçalves Dias; conhecemos as lembranças, obsessivamente modestas, de Mário de Alencar, seu amigo nos últimos anos; e vemos Araripe Júnior, que acusou a falta do "odor di femmina" em Sofia Palha, de Quincas Borba, lembrar-se de Machado soltando as rédeas, num instante de raiva desiludida: "Tudo! meu amigo, tudo! Menos viver como um perpétuo empulhado!" Estes artigos e crônicas, e também alguns poemas e cartas, reunidos numa extensa pesquisa realizada em arquivos do Rio e de São Paulo, são poucos conhecidos e difíceis de localizar. Neste primeiro volume, eles nos levam da morte do escritor em 1908 até 1939, o centenário do seu nascimento, com destaque para três artigos brilhantes de Mário de Andrade, que, como nos revela em carta, lhe custaram muito a escrever. É um livro indispensável, de referência obrigatória e que faz pensar. Não só para entender o lugar do maior escritor brasileiro na sua cultura, mas para apreciar o homem Machado de Assis. - John Gledson

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