Anima - Anatomia de uma Noção Personificada

    James Hillman

    Cultrix
    1990
    202 páginas
    6h 44m
    ISBN-10: 8531600146
    Português Brasileiro

    “A vida quase secreta da alma parece rechear o cerne de toda a psicologia profunda. A obra de James Hillman, ao longo de muitos anos e ângulos, não é uma exceção. Ao contrário, nela a alma é uma devoção. Em latim, “anima” quer dizer alma, ou psique. É o termo que Jung utilizou ao deparar-se com a interioridade feminina do homem. Anima é aquilo pelo que os homens se apaixonam; ela os possui enquanto humores e desejos, motivando suas ambições, confundindo seus raciocínios. Na extensão que James Hillman faz da psicologia de Jung, a anima também pertence à interioridade das mulheres, e não somente àquilo que toca seus relacionamentos com os homens. Anima refere-se, numa só palavra, a interioridade. Em dez capítulos, que são acompanhados, nas páginas pares, de relevantes citações da obra de Jung, o ensaio de Hillman, que aparece nas páginas ímpares, aprofunda-se na clarificação dos humores, das personalidades, das definições e das imagens de anima. De interesse inquestionável a todos aqueles que, profissionalmente ou não, procuram aproximar-se do conhecimento e das aplicações da psicologia junguiana, este livro posiciona-se mais próximo da literatura imaginativa do que da ciência. Seu estilo, suas cores, sua profundidade e coragem encaminham-nos de forma surpreendente pelos subterrâneos dos sentimentos, problemas e fantasias que a noção de anima nos proporciona.” do Prefácio de Gustavo Barcellos

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    Jessiane Kelly25/11/2020Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Primeiro contato com um texto hillmaniano e não poderia deixar de estar de acordo com as críticas que fazem a ele. Em um livro bem desorganizado, ao meu ver, ele apresenta algumas novas concepções para o conceito de anima baseadas na psicologia arquetípica. Em muitos momentos cita Jung, mas de um jeito totalmente enviesado, sem muitos cuidados metodológicos. Sei que o formato é de ensaio e aparentemente foi retirado de uma palestra, mas o uso de citações de Jung incompletas e sem preocupação com o ano, já demonstra um grande descuido do autor. Ele traz algumas noções interessantes em relação a existência da anima nas mulheres e a reintera que esses conceitos foram formulados em um tempo histórico com limitações de gênero e do que é feminino e masculino. Mas é muito suspeito como ele trata apenas da anima. Tendência que eu vejo acontecer em muitos pós-junguianos, de enfatizar apenas um par e acabar esquecendo do animus. Isso pra mim só enfatiza a hipótese da influência da subjetivização masculina nos homens ou de uma grande fascinação destes por esse arquétipo. "As implicações disto são estonteantes; portanto, devemos ter cuidado. Terão sido em vão todas est as análises e especulações já que não levamos totalmente em consideração a outra metade do par arquetípico? " (p.185) Olha.... Enfim, não recomendo a leitura, acho que Jung delimitou esses conceitos com os limites de seu tempo, mas Hillman não traz novos materiais empíricos para corroborar suas novas ideias.

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