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    Aqui estão as minhas contas (Coleção Atlântica) - Antologia poética

    Adília Lopes

    Bazar do Tempo
    2019
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788569924609
    Português
    4.4
    49 avaliações
    Leram70Lendo3Querem61Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos10Desejados61Avaliaram49

    Uma das mais aclamadas poetas portuguesas da atualidade, Adília Lopes tem boa parte de sua produção reunida na antologia poética Aqui estão as minhas contas, organizada por Sofia de Sousa Silva, professora de Literatura Portuguesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A edição, que integra a Coleção Atlântica, traz mais de 90 poemas de Adília, pseudônimo literário de Maria José da Silva Fidalgo de Oliveira, oferecendo um panorama de sua obra, de 1985 a 2018. A autora se tornou referência para poetas brasileiros de diferentes gerações e é quase unanimidade da crítica, além de marcar forte presença em teses e artigos acadêmico, assim como blogs e epígrafes de livros de poesia. A tradição do poema curto e do poema piada, característico do modernismo brasileiro, talvez seja a razão para que o forte coloquialismo de Adília Lopes, assim como o seu humor, tenham encontrado tantos admiradores entre os leitores de poesia no Brasil. A atenção ao pequeno e ao prosaico e às situações do cotidiano na cidade, a sua Lisboa natal, conjugam-se na obra de Adília com um vasto universo de referências, que cobre desde cantigas medievais do século XIII, passando pela poesia de Luís de Camões, para encontrar diversos poetas da modernidade e da contemporaneidade, não apenas da língua portuguesa. Para dar conta dessas citações e da identificação de algumas das relações intertextuais estabelecidas pelos poemas, a edição oferece uma série de notas explicativas e um ensaio que proporciona um aprofundamento da leitura dessa fascinante poeta.

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    fernanda araruna picture
    fernanda araruna21/10/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    gostei!!!

    é interessante como todos os jogos de palavras nas poesias de adília me fez ficar fascinada e abrir a mente. estou inspirada!!!!

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 49
    • 5 estrelas45%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas0%
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    Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira profile picture

    Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira

    Adília Lopes, pseudónimo literário de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, (Lisboa, 20 de Abril de 1960) é uma poetisa, cronista e tradutora portuguesa. Filha de uma bióloga assistente de Botânica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e de um professor do ensino secundário, Adília Lopes cursou Física na Universidade de Lisboa, licenciatura que abandonou, quase completa, devido a uma psicose esquizo-afectiva, doença da qual sempre falou abertamente, fosse na sua poesia, crónicas, conferências ou entrevistas a meios de comunicação social. Deixou de estudar por conselho médico e começou a escrever com o intuito de publicar. Concorre em 1983 a um Prémio de Prosa da Associação Portuguesa de Escritores, para o qual um amigo lhe sugere o pseudónimo por que ficará conhecida, e envia poemas para a editora Assírio & Alvim, que remete dois deles para o seu Anuário de Poetas não Publicados de 1984. Começa uma nova licenciatura, de Literatura e Linguística Portuguesa e Francesa (1983-1988), na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e publica o seu primeiro livro de poemas em edição de autor, Um jogo bastante perigoso (1985). Ao longo do curso, Adília Lopes publicou outros quatro livros de poesia, entre os quais O Poeta de Pondichéry (1986) – a sua obra mais traduzida, baseada numa enigmática personagem de Jacques le fataliste, romance de Diderot – e O decote da dama de espadas (1988), reunião de poemas redigidos entre 1983 e 1987, louvado por vários críticos. Terminada a licenciatura, foi bolseira do Instituto Nacional de Investigação Científica (1989-1992), tendo trabalhado no Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, no projecto de antroponímia de países de línguas românicas PatRom. Não escreveu no período de 1987 a 1991 e, de certa forma, inicia nesse ano um novo ciclo, novamente em edição de autor, com Os 5 Livros de Versos Salvaram o Tio, 250 exemplares para distribuição gratuita. Entre 1992 e 1997 faz publicar cinco livros de poesia, um dos quais em prosa (A bela acordada), e especializa-se em Ciências Documentais (1995) na Faculdade de Letras de Lisboa. Trabalhou nos espólios de Fernando Pessoa, Vitorino Nemésio e José Blanc de Portugal, este último padrinho de crisma da autora. Trabalhou para o teatro em 1999, tendo a companhia de teatro Sensurround, de Lúcia Sigalho, interpretado um espectáculo baseado em textos seus intitulado A Birra da Viva. No ano seguinte, foi publicado Obra, reunião dos quinze livros de poesia de Adília Lopes, com ilustrações de Paula Rego. A pintora, surpreendida, havia encontrado nos poemas um impressionante paralelo com o seu próprio imaginário: «fizeram-me logo lembrar a minha juventude, com as criadas, as bonecas, as mães ultraprotectoras. Adília Lopes é de um grande romantismo e ao mesmo tempo de um grotesco e de um cómico transbordantes.» Em resposta à cortesia, Adília traduziu para português Nursery Rhymes (Rimas de Berço), um álbum de gravuras de Paula Rego baseadas nas clássicas rimas infantis inglesas. Após a publicação de Obra, Adília Lopes conheceu um relativo sucesso mediático, tendo participado em vários programas de televisão e recebido uma reforçada atenção de muitos críticos literários, embora desde 1998 já incluísse nos seus livros posfácios da autoria de académicos (Osvaldo M. Silvestre, Américo Lindeza Diogo, Manuel Sumares, aos quais se seguiram Elfriede Engelmayer e Valter Hugo Mãe). É frequentemente inquirida sobre Adília Lopes ser uma personagem ou a própria Maria José. As principais influências literárias assumidas por Adília Lopes são Sophia de Mello Breyner Andresen e Ruy Belo, mas também a Condessa de Ségur, Emily Brönte, Enid Blyton, Roland Barthes ou Nuno Bragança. O estilo da poetisa, aparentemente coloquial e naïf, está repleto de jogos fonéticos, associações livres, rimas infantis e idiomas estrangeiros. Os temas do quotidiano, principalmente femininos e domésticos, são tratados com humor e auto-ironia, candura e crueza, inteligência e intencionalidade: "há sempre uma grande carga de violência, de dor, de seriedade e de santidade naquilo que escrevo". É Adília, católica praticante que por vezes transporta uma profunda religiosidade para o que escreve, que se define a si própria como "tímida desenrascada" ou "freira poetisa barroca". Colaborou com poemas, artigos ou poemas traduzidos, em diversos jornais e revistas, nacionais e estrangeiros.

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    Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira