In the tradition of Jane Goodall and Dian Fossey, a renowned animal trauma specialist offers an unusual glimpse into the elephant mind and makes an appeal for new notions of human uniqueness and treatment of animals Drawing on accounts from India to Africa and California to Tennessee, and on research in neuroscience, psychology, and animal behavior, G. A. Bradshaw explores the minds, emotions, and lives of elephants. Wars, starvation, mass culls, poaching, and habitat loss have reduced elephant numbers from more than ten million to a few hundred thousand, leaving orphans bereft of the elders who would normally mentor them. As a consequence, traumatized elephants have become aggressive against people, other animals, and even one another; their behavior is comparable to that of humans who have experienced genocide, other types of violence, and social collapse. By exploring the elephant mind and experience in the wild and in captivity, Bradshaw bears witness to the breakdown of ancient elephant cultures. All is not lost. People are working to save elephants by rescuing orphaned infants and rehabilitating adult zoo and circus elephants, using the same principles psychologists apply in treating humans who have survived trauma. Bradshaw urges us to support these and other models of elephant recovery and to solve pressing social and environmental crises affecting all animals, human or not.
Elephants on the Edge - What Animals Teach Us about Humanity
G A Bradshaw
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Ver maisProcuramos vida inteligente lá fora, mas ela pode estar bem aqui
Elephants on the Edge mistura referências científicas com heart baits. Em outras palavras, Bradshaw faz um comovente relato sobre a complexidade da vida dos elefantes ao mesmo tempo em que utiliza estudos e depoimentos de pesquisadores e cuidadores para corroborar a ideia de que paquidermes são tão cognitivamente rebuscados que talvez fosse adequado considerá-los pessoas, não apenas animais provavelmente sencientes. Bradshaw faz parte de uma linhagem de estudiosos do comportamento animal que consideram a pessoalidade (personhood) uma nova forma rebuscada de senciência (consciousness). Isso significaria que elefantes não apenas sentem dor se vc espertar sua tromba, eles também possuem um intrincado senso de unidade e de conexão com outros elefantes e com outros animais, inclusive com humanos. As evidências são bem persuasivas. Por exemplo, elefantes se reconhecem no espelho como primatas superiores e outros animais, aparentemente, como cetáceos e corvídeos. mais do que isso, elefantes parecem ter uma vida social, com todos os seus ônus e bônus. Por exemplo, elefantes são altamente dependentes do bando. Eles demoram mais para atingir a maturidade, o que permite ter tempo suficiente para aprender e se tornar cognitivamente mais complexo ao longo do desenvolvimento. Sim, vc imaginou certo, isso se parece muito com o Homo sapiens. A inteligência surreal dos elefantes provavelmente tem origem nessa janela de aprendizado permitida pela biologia. Para vc ter uma ideia, elefantes jovens demais comumente perecem ao vagar abandonados pelo seu habitat depois da família ser dizimada por caçadores de marfim. Esses jovens paquidermes simplesmente não conseguem se virar sozinhos nas florestas. Atividades básicas como alimentação dependem de aprendizado. As matriarcas detém todo o conhecimento do bando, inclusive onde encontrar alimento, o que pode ser comido, o que é venenoso e etc. Sem esse conhecimento os elefantes ficam perdidos assim como um humano ficaria perdido se se perdessem numa floresta tropical aos 4 anos de idade. Não darei mais detalhes para não dar muitos spoilers, mas Bradshaw escreve um livro agradável e por vezes emocionante. Meus olhos marejaram em vários momentos. Esse é um bom livro para perceber que não estamos sozinhos no universo. Sim, o Homo sapiens dizimou toda espécie do gênero Homo por onde passou. Somos os únicos do nosso gênero. Mas características frequentemente emergem independente em ramos evolutivos diferentes. Se estivermos certos sobre os elefantes, entender melhor a psicologia desses animais pode nos levar a concluir que procuramos vida inteligente e senciente fora da Terra quando na verdade nosso planeta pulula de animais com vida subjetiva sedentos por um espaço assim como os primeiros sapiens devem ter ansiado.
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