Uma grande decepção depois de "A Lagoa Perdida".
"Rapunzel and The Vanishing Village", ou "Rapunzel e a Vila Perdida", em tradução livre, é a sequência do primeiro livro. Assim como ocorreu com o livro antecessor, este também deixou de ser canônico devido aquele episódio horrível da terceira temporada, que faz um retcon sobre como Cassandra e Rapunzel se tornaram amigas. Esse livro, assim como o outro, foi feito de uma maneira que não atrapalhasse a sua experiência ao assistir à série, mas caso você o leia, sua experiência pode ser levemente melhor (ou não). "Lost Village" se situa entre as semanas em que Rapunzel saiu de Corona e antes dela chegar a Vardaros, estando bem inserido cronologicamente. Inclusive, Vardaros é mencionada no livro, o que só fortifica o fato de que Leila Howland realmente recebeu orientações por parte dos roteiristas da série. Esse livro é um conjunto de... quase nada. O roteiro do primeiro livro era simples, mas conseguia se sustentar bem. O roteiro do segundo livro também é simples, mas não se sustenta nem se passassem cola maluca e Super Bonder juntas. Parece que o livro anda, anda, anda, anda e anda, mas, no final, parece que está no começo. Me senti assistindo "Wish: O Poder dos Desejos". Os personagens, em si, estão ok. Leila Howland sabe transpor a essência deles de uma mídia para outra, mas não parece saber o que fazer com eles durante o livro. E, quando eu digo “fazer”, quero dizer algo que seja interessante, não algo chato ou ruim. Ver o José fazer a Rapunzel chorar no livro, ou até mesmo não acreditar na palavra dela, é definitivamente algo que não me desce de jeito nenhum. É a mulher que ele ama, mas ele não acredita nela no momento em que ela mais precisava. Vocês devem ter enchido tanto o saco da autora, pedindo por mais participação do José Bezerra na história, que saiu essa monstruosidade. Harmony Glen, ou a Vila Perdida, é o lugar mais esquisito da face da Terra. Na hora em que você pisa naquela contenda, já sabe que há algo errado com aquelas pessoas. E conforme eu lia, eu achava tudo tão monótono e arrastado... Joaquim é o vilão que manipula a cidade inteira e os cidadãos não fazem nada contra ele porque são intimidados. Se você juntar cinco pessoas, cada uma com uma barra de ferro, já consegue derrubá-lo. É literalmente uma pessoa contra mais de cinquenta. A conclusão do livro também é ok. Eu não tenho muito o que destacar de positivo nesse livro. É legal rever os personagens que eu amo tanto e me dedicar a aprender um idioma que estou praticando, mas ler uma escrita tão meia boca como essa, que parece não chegar a lugar algum... Sendo bem honesto, eu não acho que valha a pena para nenhum fã. Foi a pior leitura de 2026, mas não a pior leitura da minha vida. Afinal, a pior leitura da minha vida seria ter lido um livro escrito por Colleen Hoover ou J.K Rowling.


