Jeffrey Sachs foi considerado pela revista Time uma das cem pessoas mais influentes do mundo. Ele é famoso pelo plano que acabou com a hiperinflação na Bolívia e por sua assessoria na liberalização econômica radical da Polônia e da Rússia. Mas cada vez mais ele vem se envolvendo na solução de um problema que ainda assombra grande parte da humanidade: a miséria e suas seqüelas sociais. Sachs visitou mais de cem países e conviveu com todos os graus de pobreza, especialmente a miséria extrema das aldeias africanas assoladas pela fome, pela malária e pela AIDS. Unindo a narração de histórias emocionantes (passadas principalmente na Bolívia, Polônia, Rússia, Índia, China e África) com análise rigorosa, Sachs explica como, nos últimos duzentos anos, a riqueza se tornou desigual no planeta e expõe os motivos que impedem as nações mais pobres de melhorar sua sorte. Ele também ensina a fazer um diagnóstico detalhado dos desafios econômicos a serem enfrentados por um país e a descobrir as possíveis saídas, propondo soluções a curto prazo. Ao mesmo tempo, dirige duras críticas aos países ricos - em especial os Estados Unidos - e aos organismos financeiros internacionais. "O autor e sua obra são brilhantes, apaixonados, otimistas e impacientes." - The Economist.
O fim da pobreza - Como acabar com a miséria mundial nos próximos 20 anos
Jeffrey D. Sachs
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O autor propõe a solução para a pobreza extrema mundial, fazendo um raio X da economia dos países e os dividindo em níveis de pobreza/riqueza e (sub)desenvolvimento. Argumenta que há 200 anos atrás, todos os países eram pobres e houve avanço para todos. Porém, os hoje ricos (1/6 da população vivem em alta renda) se desenvolveram em grau um pouco mais elevado que os pobres e, a longo prazo, a diferença é brutal (os EUA em relação aos países paupérrimos é 21x mais rico). Argumenta que planos teóricos, como os propostos pelos grandes economistas, sem análise individual, traz soluções inócuas, que não podem ser replicadas em larga escala nas nações miseráveis (40% da população), porque eles não alcançam o primeiro degrau do desenvolvimento. Possibilidades econômicas de nosso tempo: Metas de desenvolvimento do milênio Acabar com a miséria até 2025 Colocar os mais pobres na escada de desenvolvimento (acabando com os obstáculos primitivos como doenças com cura barata malária, aids, diarreia...) Realizar tudo isso com ajuda modesta dos países ricos (0,7 do PIB). A tecnologia foi a maior mola propulsora do aumento de longo prazo da renda. Mas a inovação não é incentivada nos países miseráveis, tampouco vale a pena pra quem é de lá, porque não é rentável. E sendo a inovação um dos maiores pilares de desenvolvimento econômico, prejudica demais a evolução dos pobres. Após a Segunda Guerra mundial: 1. Primeiro mundo ricos, com mercado aberto e cambio monetário. 2. Segundo mundo (no auge, 1/3 da humanidade uns 30 países) socialista Stalin e Lênin ficaram isolados do Primeiro Mundo até a queda do Muro de Berlin. Características: propriedade estatal dos meios de produção, planejamento central da produção, sistema partidário único e integração econômica dentro do mundo socialista (comércio de trocas), combinada com a separação econômica do 1º Mundo. 3. Terceiro mundo países pré-coloniais, saindo do imperialismo, que escolheu não fazer parte do Primeiro Mundo capitalista nem do Segundo Mundo socialista. A ideia era se desenvolver por si, o que não deu certo, porque não abriu pro comércio exterior e não conseguiu ser autossuficiente. O livro aborda as várias barreiras ao desenvolvimento: cultural (mulheres eram nada, sua finalidade precípua era procriar não têm vez em algumas culturas; logo, são um peso morto que aumenta a demografia, empobrecendo a nação; ausência de inovação; falhas de governança, geografia física (às vezes o terreno e o clima são empecilhos pontuais, que devem ser considerados no planejamento). A produtividade de alimentos também auxilia o desenvolvimento de alguns países quando comparados com outros. Por conta dessas vicissitudes, o autor sugere que se faça uma economia clínica - como se faz na medicina -, para que não se jorre um plano padrão para nações com tantas idiossincrasias peculiares. Após narrar todas as experiências específicas realizadas em diferentes governos, propõe de forma impressionantemente prática e objetiva, a maneira de colocar fim à pobreza, revelando (com a mesma praticidade e realismo) o modo com que se pode facilmente rechaçar a hipócrita e esfarrapada ideia de que não adianta destinar cifras a governos que não conseguiriam implementar (por incompetência, corrupção e outros elementos). O planejamento proposto pelo autor supera esse covarde e costumeiro argumento. Não há como não se impressionar com a genialidade, mas sobretudo -, com a coerência do autor, que de forma apartidária - adentra em pauta política defendendo uma única bandeira: o fim da pobreza e da marginalização
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