A ideologia do gauchismo -

    Tau Golin, Luiz Carlos Golin

    Tchê
    1983
    174 páginas
    5h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    "A ideologia do gauchismo" é uma história de uma idealização extrema, em vigor nos dias de hoje nos CTGs, nos festivais nativistas, em toda a arte e a cultura gaúcha. É um ensaio sobre os mitos erigidos pelo movimento gauchista, tirados de um passado em que o gaúcho teria sido tão livre e altaneiro quanto um "monarca das coxilhas". É um livro original. Teoriza e questiona em torno do cotidiano do rio-grandense, revelando-nos suas mentiras e engodos. É a história, afinal, do Tradicionalismo, que marca sua presença no Estado, segundo Tau Golin, através de uma bem-pilchada e superconservadora ideologia. |...| O livro "A ideologia do gauchismo" desencadeou o conhecimento histórico e processos críticos sobre a identidade sulina de matiz gauchesco, centralizada na orientação, controle e difusão do tradicionalismo. A obra marcou época e muitas de suas reflexões mantêm-se. ==== Tau Golin. pseudônimo de Luiz Carlos Golin. Inclui nota sobre o autor e bibliografia.. Apêndices. Fragmentos à compreensão da ideologia na arte tradicionalista do RS. Conflito entre o velho e o revolucionariamente novo.

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    Antonio Gasperin picture
    Antonio Gasperin24/10/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um clássico crítico sobre o tradicionalismo gaúcho

    O livro contém uma visão crítica sobre o tradicionalismo gaúcho. Contrariamente ao que acredita a maioria das pessoas, a chamada “cultura tradicionalista gaúcha” foi uma invenção de meia dúzia de escritores e poetas de elite. Boa parte daquilo que é divulgado como “cultura nativa gaúcha” não tem nada de nativo ou original daqui: as famosas bombachas “gaúchas” são na verdade de origem turca, e vieram para a América Latina pelos comerciantes ingleses. As chamadas “danças folclóricas gaúchas” vieram diretamente dos salões da elite europeia, especialmente Portugal e Espanha. O chimarrão e o churrasco são alimentos originários dos indígenas. Enfim, ao buscar as origens do “gaúcho”, encontra-se apenas a imagem de um trabalhador miserável e mestiço, que foi artificialmente criado como herói e livre à imagem e semelhança de seus patrões, os estancieiros. Uma leitura fundamental, destruidora de falsos mitos.

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