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    O desafio e o fardo do tempo histórico - O socialismo no século XXI

    István Mészáros

    Boitempo
    2007
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-13: 9788575591000
    Português Brasileiro
    5.3
    9 avaliações
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    Em tempos de reflexão minimalista, István Mészáros é um pensador fundamental. Em seu livro "O desafio e o fardo do tempo histórico", o filósofo húngaro destrincha o caráter imperativo e destrutivo das positivações atuais do capital e aprofunda a análise do significado histórico de sua crise estrutural à luz de manifestações cada vez mais irracionais e perigosas para o futuro da humanidade. É a partir da análise de como a ‘ordem estabelecida’ do capital produz destruição – do tempo livre, da educação, das pessoas, da cultura, da natureza, da vida – que Mészáros reafirma a necessidade do socialismo no século XXI. Dotado de erudição rara, István Mészáros domina filosofia, economia política e teoria social como poucos. Seus textos dialogam criticamente com os principais pensadores deste século e navegam dos clássicos aos contemporâneos, sempre com rigor e criatividade. Sua obra enfrenta com determinação os desafios e as dificuldades para a superação da vida regulada pelo capital, em direção a uma existência humana verdadeira e fundada na igualdade substantiva. Na contracorrente dos niilistas e dos acomodados à ordem, que proclamam não existir alternativa para o sistema de domínio social do capital, esse filósofo que não se furta ao embate ideológico vaticina que não há arremedo capaz de mitigar a gravidade extrema de suas contradições, permanentemente criadas e insolventes. A ‘não alternativa’ ao capital, denuncia, significa a ‘não alternativa’ para a sobrevivência da própria humanidade. Sendo assim, a disputa no planeta hoje não se daria mais entre socialismo ou barbárie, mas entre socialismo ou extinção.

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    Doney Corteletti Stinguel01/01/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lista de Livros: O desafio e o fardo do tempo histórico, de István Mészáros

    Parte I: “Independentemente das alegações da atual “globalização”, é impossível existir universalidade no mundo social sem igualdade substantiva. Evidentemente, portanto, o sistema do capital, em todas as suas formas concebíveis ou historicamente conhecidas, é totalmente incompatível com suas próprias projeções – ainda que distorcidas e estropiadas – de universalidade globalizante. E é enormemente mais incompatível com a única realização significativa da universalidade viável, capaz de harmonizar o desenvolvimento universal das forças produtivas com o desenvolvimento abrangente das capacidades e potencialidades dos indivíduos sociais livremente associados, baseados em suas aspirações conscientemente perseguidas.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/11/o-desafio-e-o-fardo-do-tempo-historico.html XXXXXXXXXXXXXXXX Parte II: “O capital é absolutamente incapaz de fazer considerações humanas.” * “Enquanto isso, continua a intensificação das contradições e dos antagonismos associados a causas irremovíveis. Sob o comando do capital, estruturalmente incapaz de dar solução às suas contradições – e daí a maneira como ele adia o “momento da verdade” até que as pressões econômicas resultem em algum tipo de explosão –, existe uma tendência à representação equivocada do tempo histórico, tanto em direção ao passado quanto ao futuro, no interesse da eternização do presente. A leitura tendenciosa do passado resulta do imperativo ideológico de representar erroneamente o presente como a moldura estrutural necessária de toda mudança possível. Pois é precisamente em razão da necessidade de se projetar o presente estabelecido no futuro indefinido que o passado deve também ser imaginado – na forma de um dejà vu – como o domínio da presença eterna do sistema sob roupagens diferentes, de modo a remover as determinações históricas reais e as limitações temporais do presente.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/11/o-desafio-e-o-fardo-do-tempo-historico_20.html XXXXXXXXXXXXXXXX Parte III: “José Martí estava absolutamente certo quando destacou o real significado de patriotismo, ao insistir que “patria es humanidad”, a humanidade é nossa pátria. Pois esse tipo de pátria – caracterizada pela identificação consciente dos indivíduos com os valores positivos de sua comunidade – é a única ordem social permanentemente sustentável que não pode ser dilacerada por antagonismos devastadores. Como tal, ela não é um ideal remoto, mas o alvo, bússola e medida necessários ao êxito da estratégia socialista de transformação, que visa a instituição do modo alternativo de controle sociorreprodutivo em que não pode haver lugar para discriminação nacional e as queixas concomitantes. Essa é a única ordem internacional viável, na mais profunda acepção do termo, em contraste com todas as tentativas de impor uma ordem internacional a partir de fora e de cima: fracassadas no passado e destinadas a fracassar no futuro. O que a faz viável e sustentável é que a pátria de Martí, definida em direta ligação com a humanidade, emerge das determinações interiores positivas de suas partes constitutivas que harmonizam as inúmeras manifestações particulares de patriotismo genuíno com as suas condições globais de realização contínua. Essas duas dimensões são inseparáveis na estratégia socialista, como seu alvo geral necessário e sua bússola orientadora. Não pode haver intercâmbio global/internacional sustentável – essa, também, é uma necessidade absoluta de nosso tempo – sem a união positiva das grandes variedades de identificação patriótica das pessoas com as condições de vida efetivas de sua comunidade. E vice-versa. Não pode haver patriotismo digno desse nome sem instituir e fortalecer com êxito a pátria global/internacional da humanidade, capaz de adaptação recíproca e harmonização cooperativa, a única que pode conferir as necessárias características definidoras positivas do próprio patriotismo. Nesse sentido, a complementaridade dialética do nacional e do internacional permanece um princípio orientador vital dos intercâmbios humanos no futuro próximo.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/11/o-desafio-e-o-fardo-do-tempo-historico_89.html XXXXXXXXXXXXXXXX Parte IV: “É compreensível que o distinto escritor e crítico norte-americano Gore Vidal tenha descrito a política dos Estados Unidos, com amarga ironia, como um sistema de partido único com duas direitas. Infelizmente, os Estados Unidos não são o único país que deve ser caracterizado nesses termos. Há muitos outros em que as funções de decisão política também são monopolizadas por disposições institucionais consensuais autolegitimadoras similares, com uma diferença desprezível entre si (se é que há alguma), não obstante a mudança ocasional do pessoal que ocupa os altos escalões.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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    István Mészáros

    Filósofo húngaro. Foi professor das Universidades de Sussex, York, Turim e St. Andrews. De operário à assistente de Lukács, iniciou sua carreira intelectual após a segunda guerra, tornando-se referência no pensamento marxista.

    16 Livros
    41 Seguidores

    István Mészáros